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domingo, 1 de junho de 2014

[catolicos_respondem] LITURGIA DA PALAVRA - ASCENSÃO DO SENHOR - A Som !





















É de aconselhar que se leia primeiro toda a Liturgia da Palavra.

  • SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR - ANO A!





A Liturgia da Palavra da Solenidade da Ascensão do Senhor, nos três Ciclos A,B e C, é um convite para reflectirmos no Destino do Homem Novo.

Completando a obra de reconciliação dos homens com Deus, Jesus começa uma vida nova, junto do Pai.

A Sua peregrinação pela Terra atingiu assim o seu termo de triunfo e de glória.

Com efeito, Aquele que no «madeiro da Cruz», entrega a Sua vida nas mãos do Pai, para a retomar na Ressurreição, entra agora na glória definitiva.

A Ascensão é, portanto, a exaltação suprema de Jesus, a Sua glorificação plena pelo Pai, constituído Senhor e centro da História do Mundo.

Como celebração do triunfo e da vitória de Cristo, a Ascensão celebra, ao mesmo tempo, o triunfo da humanidade que, unida ao sofrimento de Cristo, será também unida à Sua glória.

As duas primeiras Leituras são comuns aos três Ciclos, sendo apenas o Evangelho diferente para cada Ciclo.

Na 1ª Leitura, dos Actos dos Apóstolos, Jesus anuncia que vai enviar o Espírito Santo, no qual os discípulos serão baptizados.

- «Mas quando o Espírito Santo vier sobre vós, recebereis uma força e sereis Minhas testemunhas em Jerusalém».(1ª Leitura).

A Ascensão inaugura o tempo da Igreja, na qual, de futuro, o céu e a terra se vão encontrar.

Na Igreja, embora não vejamos Jesus, fisicamente, temos a possibilidade de viver de Cristo e com Cristo.

Na Igreja de hoje, pelos Seus Apóstolos, testemunhas da Ressurreição, anunciadores do perdão e portadores da força do Espírito, Jesus continua a Sua Obra de Salvação.

A Igreja aclama a obra de Deus como canta o Salmo Responsorial :

- "Deus sobe por entre aclamações, o Senhor, ao som de trombetas".

Na 2ª Leitura, S. Paulo diz aos Efésios, e hoje também a cada um de nós, que Jesus, com a Sua Ascensão, foi plenamente glorificado pelo Pai, que O fez sentar a Sua direita, Lhe deu todo o poder e O constituiu chefe do Novo Povo de Deus e Senhor de todo o Universo.

- "Assim o mostra a eficácia da poderosa força que exerceu em Cristo, ao ressuscitá-l'O dos mortos e ao sentá-l'O à Sua direita, lá nos Céus(...). Pô-l'O acima de todas as coisas como Cabeça da Igreja".(2ª Leitura).

É d'Ele que jorra, continuamente, sobre o imenso Corpo que é a Igreja, a Vida Nova, recebida no Baptismo, para desabrochar, em toda a sua força e beleza no Céu.

O Evangelho deste Ano A é de S. Mateus, que nos diz que, Jesus, revestido de poder divino, aparece, pela última vez, aos Seus discípulos, transmite-lhes o Seu mesmo poder e confia-lhes a missão para a qual os havia chamado.

- «Todo o poder Me foi dado no Céu e na Terra. Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações, baptizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos».(Evangelho).

Dando-lhes a certeza de que estará sempre junto deles, ao longo da história, envia-os a percorrer os caminhos do mundo, a fim de levarem todos os homens a conhecerem Jesus Cristo e a viverem segundo o Seu Evangelho.

Repare-se que, mesmo sabendo que alguma vez a sua Igreja poderia não ser inteiramente fiel, Jesus não diz aos seus discípulos que entregará a sua missão, a quaisquer outros, como pretendem algumas seitas religiosas que surgiram mais tarde, com a pretensão de serem as substitutas eleitas por Deus para a Igreja Católica.

Interpretando teologicamente a Ascensão de Jesus, recomendam os anjos aos Apóstolos, que não fiquem a olhar para o céu mas que esperem e preparem a volta gloriosa do Senhor.

Esta é, até ao fim dos tempos, a missão da Igreja, numa caminhada entre o visivel e o invisível, entre a realidade presente e a futura cidade para a qual nos destinamos.

A fórmula do nosso Credo : "Ressuscitou, subiu aos céus, está sentado à direita do Pai:", exprime a fé pessoal da Igreja no destino de Jesus de Nazaré.

Este homem com o qual os Apóstolos "comeram e beberam" durante a sua existência terrena, "tornou-se Senhor", depois da sua morte, porque o Pai o associou definitivamente à sua vida e ao seu poder sobre os homens e sobre o mundo.

- "Todo o poder me foi dado no céu e na terra".

Vivo, depois da sua Paixão, ele está presente entre os seus numa nova dimensão, e anda com eles nos caminhos do mundo, aonde os envia como testemunhas da ressurreição, anunciadores do perdão dos pecados e da vida de filhos de Deus, portadores da força do Espírito, que reúne os homens de todas as nações na única Igreja.

Com a fé e o Baptismo, todos os homens entram na nova dimensão do Ressuscitado, pensam e buscam "as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus", participam, como membros do Corpo de Cristo, da "plenitude daquele que completa inteiramente todas as coisas".

Pensando nesta realidade, podem-se compreender as expressões de entusiasmo dos antigos cristãos, como este de S. Leão Magno :

- "A Ascensão de Cristo é a nossa ascensão; já que o Corpo é convidado a elevar-se até à glória em que o precedeu a Cabeça, vamos cantar a nossa alegria, expandir em acção de graças todo o nosso júbilo. Hoje, não apenas conquistamos o paraíso, mas, em Cristo, penetramos nos mais altos céus".

Só nas promessas de Deus no Proto-Evangelho do Antigo Testamento, e da Palavra de Cristo no Novo Testamento, assenta a garantia do cumprimento do plano da História da Salvação.

...............................

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

668. – "Cristo morreu e voltou à vida para ser Senhor dos mortos e dos vivos"(Rm.14,9). A ascensão de Cristo aos Céus significa a sua participação, em sua humanidade, no poder e autoridade do próprio Deus. Jesus Cristo é Senhor : Ele possui todo o poder nos Céus e na Terra. Está "acima de todo o principado, poder, virtude e soberania", porque o Pai "tudo submeteu a seus pés" (Ef.1,20-22). Cristo é o Senhor do cosmos e da história. N'Ele, a história do homem, e, até, a Criação inteira encontram a sua "recapitulação"(Ef.1,10), o seu acabamento transcendente.

669. – Como Senhor, Cristo é também a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Elevado aos Céus e glorificado, tendo assim cumprido plenamente a sua missão, continua na Terra por meio da Igreja. A redenção é a fonte da autoridade que, por virtude do Espírito Santo, Cristo exerce sobre a Igreja. "A Igreja, ou seja, o Reino de Cristo está presente já em mistério", "germen e princípio deste mesmo Reino da Terra" (LG 3,5).






Jesus promete enviar o Espírito Santo. Antes de subir aos Céus.















__._,_.___



Enviado por: "John A. Nascimento" <nascimentoja@Shaw.ca>



quarta-feira, 28 de maio de 2014

[catolicos_respondem] PARTIR DO PÃO - (04) A EUCARISTIA E A SS. TRINDADE Som !





















  • PARTIR DO PÃO






  • EUCARISTIA PARA A SANTIFICAÇÃO








 

 (04) A EUCARISTIA E A SS. TRINDADE? 

 






. - Toda a SS.Trindade e não apenas Jesus toma parte no sacrifício donde provém a Eucaristia?



Isto ajuda a esclarecer alguma ideia errada que nós possamos ter a respeito do Pai.

Uma certa cultura moderna procura, insensta e sacrilegamente, transferir para Deus Pai alguns preconceitos usados na psicoanálise para o pai natural.

Assim, nós imaginamos o Pai, insensível no céu, enquanto o Filho morre na Cruz, o Pai que está apenas preparado para aceitar o sacrifício do Sangue de seu Filho; o Pai que aceita mas que nada dá em troca, que pede o sangue de seu Filho como resgate, que não faz mais do que instimular-nos com recentimento e medo.

Mas isto é uma representação errada.

S. Paulo diz-nos :

- " Ele, que não poupou o próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não havia de nos dar também, com Ele, todas as coisas ?

Nesta expressão "todas as coisas" está a chave de tudo.

Se o Pai se alegra com o sacrifício de seu Filho, é porque isto Lhe restitui todas as coisas, e porque isto torna possível para Ele realizar o Seu maior desejo que é o de que "todos os homens sejam salvos"(1 Tim.2,4).

O Pai ama Jesus com infinito amor porque Jesus Se sacrificou por nós, não apenas, deixai-me dizer, que simplesmente Se sacrificou, mas que Se sacrificou "por nós".

Além disso, Deus é sempre o Deus que deseja "misericórdia e não sacrifício", como disse o profeta Oseias(6,6), e se Lhe agrada o sacrifício de seu Filho é porque Ele lhe permitiu que usasse de "misericórdia" para com o mundo.

O Pai não é, portanto, apenas quem recebe o sacrifício de seu Filho, mas também quem dá o seu Filho em sacrifício - faz o sacrifíco de nos dar o seu Filho.

Se, como diz S. Paulo, Jesus se oferece a Si mesmo a Deus "por nós", é verdade que o sacraifício foi oferecido a Deus mas Deus não beneficiou dele.

Nós é que beneficiamos e é isto que distingue o sacrifício cristão dos outros sacrifícios.

Nós não podemos falar de "extensão" , a respeito do acontecimento da Cruz donde provém a Eucaristia : nunca seremos capazes de dizer o suficiente a respeito dos tesouros que ela contém.

Há neste acontecimento uma força e um poder suficientes para operarem a salvação da história de que o mundo depende.

Referindo-Se a este momento, Jesus disse:

- "Vim lançar fogo sobre a terra; e que quero Eu senão que ele já se tenha ateado ?" (Lc.14,29).

Na verdade, "tudo se cumpriu" na Cruz; nada maior se poderia pensar ou fazer; foi nela que todas as fontes divinas e humanas se consumaram; todo o mal foi conquistado desde as suas raízes; obteve-se a salvação e toda glória foi dada à SS. Trindade.

Todo o nosso louvor e adoração prestados à Presença Real da Eucaristia são, pois, extensivos a toda a SS. Trindade.

Toda a Santíssima Trindade está presente na Eucaristia que nós recebemos na Comunhão e o Partir do Pão é a nossa partilha com Deus e com os irmãos, que nos ajuda no caminho da nossa santificação.

John


Nascimento

















__._,_.___



Enviado por: "John A. Nascimento" <nascimentoja@Shaw.ca>



[catolicos_respondem] PARTIR DO PÃO - (04) A EUCARISTIA E A SS. TRINDADE Som !





















  • PARTIR DO PÃO






  • EUCARISTIA PARA A SANTIFICAÇÃO








 

(04) A EUCARISTIA E A SS. TRINDADE? 

 






. - Toda a SS.Trindade e não apenas Jesus toma parte no sacrifício donde provém a Eucaristia?



Isto ajuda a esclarecer alguma ideia errada que nós possamos ter a respeito do Pai.

Uma certa cultura moderna procura, insensta e sacrilegamente, transferir para Deus Pai alguns preconceitos usados na psicoanálise para o pai natural.

Assim, nós imaginamos o Pai, insensível no céu, enquanto o Filho morre na Cruz, o Pai que está apenas preparado para aceitar o sacrifício do Sangue de seu Filho; o Pai que aceita mas que nada dá em troca, que pede o sangue de seu Filho como resgate, que não faz mais do que instimular-nos com recentimento e medo.

Mas isto é uma representação errada.

S. Paulo diz-nos :

- " Ele, que não poupou o próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não havia de nos dar também, com Ele, todas as coisas ?

Nesta expressão "todas as coisas" está a chave de tudo.

Se o Pai se alegra com o sacrifício de seu Filho, é porque isto Lhe restitui todas as coisas, e porque isto torna possível para Ele realizar o Seu maior desejo que é o de que "todos os homens sejam salvos"(1 Tim.2,4).

O Pai ama Jesus com infinito amor porque Jesus Se sacrificou por nós, não apenas, deixai-me dizer, que simplesmente Se sacrificou, mas que Se sacrificou "por nós".

Além disso, Deus é sempre o Deus que deseja "misericórdia e não sacrifício", como disse o profeta Oseias(6,6), e se Lhe agrada o sacrifício de seu Filho é porque Ele lhe permitiu que usasse de "misericórdia" para com o mundo.

O Pai não é, portanto, apenas quem recebe o sacrifício de seu Filho, mas também quem dá o seu Filho em sacrifício - faz o sacrifíco de nos dar o seu Filho.

Se, como diz S. Paulo, Jesus se oferece a Si mesmo a Deus "por nós", é verdade que o sacraifício foi oferecido a Deus mas Deus não beneficiou dele.

Nós é que beneficiamos e é isto que distingue o sacrifício cristão dos outros sacrifícios.

Nós não podemos falar de "extensão" , a respeito do acontecimento da Cruz donde provém a Eucaristia : nunca seremos capazes de dizer o suficiente a respeito dos tesouros que ela contém.

Há neste acontecimento uma força e um poder suficientes para operarem a salvação da história de que o mundo depende.

Referindo-Se a este momento, Jesus disse:

- "Vim lançar fogo sobre a terra; e que quero Eu senão que ele já se tenha ateado ?" (Lc.14,29).

Na verdade, "tudo se cumpriu" na Cruz; nada maior se poderia pensar ou fazer; foi nela que todas as fontes divinas e humanas se consumaram; todo o mal foi conquistado desde as suas raízes; obteve-se a salvação e toda glória foi dada à SS. Trindade.

Todo o nosso louvor e adoração prestados à Presença Real da Eucaristia são, pois, extensivos a toda a SS. Trindade.

Toda a Santíssima Trindade está presente na Eucaristia que nós recebemos na Comunhão e o Partir do Pão é a nossa partilha com Deus e com os irmãos, que nos ajuda no caminho da nossa santificação.

John


Nascimento

















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Enviado por: "John A. Nascimento" <nascimentoja@Shaw.ca>



segunda-feira, 26 de maio de 2014

[catolicos_respondem] O ESPÍRITO SANTO E O OFERECIMENTO AO PAI Som !





















  • O ESPIRITO SANTO E O OFERECIMENTO AO PAI





Convém que Eu vá; porque se Eu não for, o Consolador não virá a vós





O segredo da vinda do Consolador, está num total auto-oferecimento ao Pai, sem tirar nada.

Jesus foi uma total oblação na Cruz.

Não houve uma única célula do seu Corpo ou sentimento do seu coração que não fosse oferecido ao Pai e foi isso que nos deixou na Eucaristia.

Nada do que nós guardamos só para nós se perde, porque nós só possuimos o que damos.

S. Francisco de Assis que, por causa do seu elevado fervor da sua devoção à Eucaristia, pode ser considerado um guia especial, ao mais alto nível, termina o seu maravilhoso discurso sobre a Eucaristia com esta exortação:

- "Olhai para a humildade de Deus, meus irmãos, e derramai o vosso coração perante ele. Humilhai-vos para que possais ser exaltados por ele. Não guardeis nada para vós próprios, porque só aquele que se deu inteiramente a si mesmo, poderá receber inteiramente".

Segundo o autor da Imitação de Cristo, Jesus diz :

-"Olhai, Eu ofereci-me inteiramente ao Pai por vós; Eu dei também todo o meu Corpo e todo o meu sangue como alimento, porque Eu devo ser inteiramente vosso e vós deveis permanecer inteiramente meus. Mas se vós permanecerdes inteiramente vossos, e não vos ofereceis livremente à minha vontade, o vosso oferecimento não é completo, nem a vossa união é completa".

O que nós reservamos só para nós, à margem da liberdade de Deus, afecta todo o resto.

É como o ínfimo fio de seda de S. João da Cruz que impede a ave de voar.

Portanto, adoptando os sentimentos do autor da Imitação de Cristo, devemos responder com ele ao oferecimento de Cristo, com um total oferecimento, dizendo :

- "Senhor, todas as coisas são vossas no céu e na terra. Eu desejo ardentemente oferecer-me inteiramente a Vós, como oferecimento livre, para permanecer inteiramente vosso para sempre. Senhor, na sinceridade do meu coração, eu ofereço-me a Vós hoje e para sempre, em obediência e sacrifício numa oração sem fim. Recebei-me com o santo oferecimento do Vosso corpo, que eu hoje vos ofereço, na presença dos Anjos que vos rodeiam invisivelmente, e que sirva para minha salvação e de todo o mundo".(IV,8).

E onde é que nós podemos encontrar a força para fazer este total oferecimento de nós próprios, para elevar as nossas mãos, como fez Jesus ao Pai ?

A resposta é, "no Espírito Santo – o Consolador !"

Disse S. Paulo aos Hebreus :

- "...quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito Santo Se ofereceu a Si mesmo sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para servir o Deus vivo.(He.9,14).

O Espírito Santo é a fonte de todo o auto-oferecimento; Ele é o "dom", ou melhor, o princípio de todo o auto-oferecimento : na Trindade, o auto-oferecimento do Pai ao Filho e do Filho ao Pai; na história, o auto-oferecimento de Deus a nós e do nosso auto-oferecimento a Deus..

Foi o Espírito Santo que estimulou no coração do Verbo, o impulso de se oferecer a si mesmo ao Pai por nós; e é dele que a Liturgia da Missa se faz eco para dizer :

- "O mesmo Espírito Santo faça de nós uma oferenda permanente, a fim de alcançarmos a herança eterna".(3ª Oração Eucarística).

Há uma voz divina do Espírito de Jesus que, voltando para o Pai, pode agora dizer aos seus discípulos :

- "Vinde, oferecei-vos comigo ao Pai.".

Na Adoração do SS. Sacramento, solenemente Exposto, devemos ter bem presente que a Eucaristia é um oferecimento ao Pai ?



John


Nascimento


















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Enviado por: "John A. Nascimento" <nascimentoja@Shaw.ca>



domingo, 25 de maio de 2014

[catolicos_respondem] JESUS ENTREGOU O SEU ESPÍRITO - S0m !





















  • JESUS ENTREGOU O SEU ESPÍRITO







Mas quando vier o Consolador, que vos hei-de enviar da parte do Pai, o Espírito de Verdade, que procede do Pai, Ele testificará por Mim" .




" Nas Tuas mãos entrego o Meu Espírito".





Se nos preguntarmos a nós mesmos porque é que o acontecimento da Cruz não acabou e se não concluiu por si mesmo, tal como acontece com qualquer outro acontecimento da História, mas se torna relevante em cada dia, a resposta final é o Espírito Santo.

Na sua encíclica sobre o Espírito Santo, o Papa Leão XIII escreveu :

- "Cristo completou todo o Seu trabalho, especialmente o Seu sacrifício, através da intervenção do Espírito Santo(præsente Spiritu)".

Durante a Missa, exactamente antes da Comunhão, o celebrante diz :

- "Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, que, por vontade do Pai, cooperando o Espírito Santo, destes vida ao mundo pela Vossa morte..."

Tudo isto é baseado nas palavras da Escritura que dizem :

- "...Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito Santo ofereceu a Si mesmo sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para servir a Deus vivo".(He.9,14).

Estas palavras dão uma nova luz ao acontecimento da Cruz ; tornam "espiritual" um acontecimento, como trabalho do Espírito Santo.

Foi o Espírito Santo, que é amor, que movimentou as profundidades do coração humano de Cristo a oferecer-Se a Si mesmo ao Pai por nós e o levou a abraçar a Cruz.

Ao Espírito Santo chama-se Espírito "eterno", para significar que não tem fim, como tinham os sacrifícios do Antigo Testamento, mas que será "para sempre".

Graças ao Espírito "eterno", Jesus garantiu-nos uma Redenção "eterna" :

- "Entrou uma só vez no Santo dos Santos...com o Seu próprio sangue, tendo obtido uma redenção eterna".(He,9,12).

O Sacrifício da Cruz terminou precisamente quando Jesus, inclinando a Sua cabeça dsse :

- "Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito".(Lc.23,46).

Foi como uma luz nova que se acendeu para não mais se apagar.

Jesus de Nazaré não ficou mais connosco, porque voltou para o Pai : mas em seu lugar, o Seu Espírito permanece connosco "para sempre".

- "Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para estar convosco para sempre".(Jo.14,16).

Os Sacramentos da Igreja, especialmente a Eucaristia, tornaram-se possíveis pelo Espírito de Jesus que vive na Igreja.

Se nós celebrarmos a nossa Missa, como Jesus fez na Cruz "em comunhão com o Espírito Santo" Ele dará uma nova luz à nossa celebração, a qual se tornará um "sacrifício vivo agradável a Deus".

E é assim, e só assim, que a Eucaristia é para nós meio de santifcação, e nós damos a nossa resposta à Presença Real.

E depois disto, estava prestes o Mistério da Ascensão, que ninguém sabia como iria acontecer, embora Jesus tivesse dito muitas vezes que iria para o Pai, de modo que não podiam fazer uma preparação e uma despedida emocionante ao ver Jesus subir e desaparecer nos Céus.

Mas nós, presentemente, estamos mais informados pelos Evangelhos e podemos viver este acontecimento com um verdadeiro espírito de despedida, na certeza de que connosco ficará o Advioado, o Consolador, para estar para sempre connosco..



John


Nascimento















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Enviado por: "John A. Nascimento" <nascimentoja@Shaw.ca>



[Novo post] A Nova Missa e a Fé Católica




Thais publicou: " A Igreja de Cristo foi instituída para uma dupla missão: uma missão de fé e uma missão de evangelização dos homens redimidos pelo sangue do Salvador. A Igreja deve entregar aos homens a fé e a graça: a fé através de seu ensinamento, a graça através do"





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Nova publicação em Kerigma, A proclamação da Palavra








A Nova Missa e a Fé Católica


by Thais



 

A Igreja de Cristo foi instituída para uma dupla missão: uma missão de fé e uma missão de evangelização dos homens redimidos pelo sangue do Salvador. A Igreja deve entregar aos homens a fé e a graça: a fé através de seu ensinamento, a graça através dos sacramentos que lhe confiou Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sua missão de fé consiste em transmitir aos homens a Revelação, feita ao mundo por Deus, das realidades espirituais e sobrenaturais, assim como sua conservação, através do tempo e dos séculos, sem alterações. A Igreja Católica é, antes de tudo, a fé que não muda; é como - disse São Paulo - "A coluna de verdade", a qual é sempre fiel a si mesma e inflexível testemunha de Deus - atravessa o tempo dentro de um mundo em perpétuas mudanças e contradições.
Através dos séculos, a Igreja Católica ensina e defende sua fé em nome de um só critério: "O que sempre acreditou e ensinou". Todas as heresias, contra as quais a Igreja constantemente enfrentou, foram sempre julgadas e reprovadas em nome da não conformidade com este princípio. O primeiro princípio reflexo da hierarquia na Igreja, e especialmente da romana, foi manter sem mudanças a verdade recebida dos Apóstolos e do Senhor. A doutrina do Santo Sacrifício da Missa pertence a este tesouro de verdade da Igreja. E, se hoje em dia, nesta matéria em particular, aparece uma espécie de ruptura com o passado da Igreja, tal novidade deveria alertar qualquer consciência católica, como nos tempos de grandes heresias nos séculos passados, e provocar universalmente uma confrontação com a fé da Igreja que não muda.

O que é a Missa?

Desde logo, bem sabemos que a Missa antiga não nos foi dada toda pronta. Ela conservou o essencial das celebrações feitas pelos Apóstolos por ordem de Cristo; e se foram aderindo novas orações, louvores e precisões, para explicar melhor o mistério eucarístico e preservá-lo das negações heréticas.
Assim, a Missa foi elaborada progressivamente, em torno a um núcleo primitivo que nos legaram os Apóstolos, testemunhas da instituição de Cristo. Como uma moldura que sustenta uma pedra preciosa ou o tesouro confiado à Igreja, a santa Missa foi pensada, ajustada, ornada como uma música. O melhor foi escolhido, como na construção de uma catedral. Explicitou com arte o que tinha de implícito em seu mistério. Podemos dizer que, como a semente de mostarda, lançou ramos, porém já estava tudo contido na semente.
Esta progressiva elaboração ou explicação foi concluída, quanto ao essencial, na época do Papa São Gregório, no século VI. Só se acrescentou posteriormente alguns complementos secundários. Este trabalho dos primeiros séculos do cristianismo realizou assim uma obra de fé para pôr ao alcance da inteligência humana, a instituição de Cristo, na sua verdade reconhecida.
A Missa é, portanto, a explicitação do mistério eucarístico e sua celebração.

A doutrina católica definida

Diante das negações de Lutero, o Concílio de Trento reafirmou a doutrina intangível da Igreja Católica e a definiu, quanto ao Santo Sacrifício da missa, essencialmente nos três pontos de doutrina seguintes:
1. A presença de Cristo é real na Eucaristia;
2. A Missa é um verdadeiro sacrifício, é substancialmente o sacrifício da cruz, renovado, verdadeiro sacrifício propiciatório ou expiatório em remissão dos pecados, e não unicamente sacrifício de louvor ou de ação de graças;
3. O papel do sacerdote, no oferecimento do Santo Sacrifício da Missa, é essencial e exclusivo: o sacerdote, e só ele, recebeu, por meio do sacramento da Ordem, o poder de consagrar o Corpo e o Sangue de Cristo.
A Missa tradicional milenar, latina e romana, expressa com suma claridade toda a densidade desta doutrina, sem suprimir nada do mistério.

O que ocorre com a Missa nova?

Sabemos que a nova Missa foi imposta ao mundo católico por necessidades ecumênicas porque era o maior obstáculo à unidade com os reformados do século XVI. Em efeito, a Santa Missa tradicional afirma com precisão, sem evasivas, a fé católica que negam os protestantes, nos três pontos essenciais da doutrina da Missa, que são:
- A realidade da presença real;
- A realidade do sacrifício;
- A realidade do poder sacerdotal.
A nova Missa vai simplesmente abafar esta fé católica. Assim, o novo rito introduzido, que se tornou indiferente ao dogma, poderá acomodar-se com uma fé puramente protestante, ou inclusive servir de ponto de encontro ao mundo da unidade ecumênica para uma celebração única, na qual os dogmas discutidos foram velados com prudência, e só foram conservados os gestos, as expressões e as atitudes que podem ser interpretadas segundo a fé de cada um. Pode-se negar a evidência dos fatos? As mudanças trazidas pela Missa nova correspondem precisamente aos pontos de doutrina contestados por Lutero.

A Missa nova e a Presença real

Na Missa nova, a presença real não tem mais o papel central que a antiga liturgia eucarística evidenciava.
Foi eliminada qualquer referência, até mesma indireta, à presença real.
Damo-nos conta com assombro que os gestos e sinais com os quais se expressava de maneira espontânea a fé na presença real foram abolidos ou gravemente alterados.
Mesmo as genuflexões - gestos expressivos da fé católica - foram suprimidas como tais. Apesar de que, por exceção, foi conservada a genuflexão depois da elevação. Por desgraça, devemos observar que se perdeu o seu significado exato de adoração à presença real.



Na Missa tradicional, depois das palavras da consagração, o sacerdote faz imediatamente uma primeira genuflexão, que significa - sem equívoco possível - que Cristo se acha no altar, realmente presente, e isso é a causa das próprias palavras da consagração pronunciadas pelo sacerdote. Após a elevação, o sacerdote faz uma segunda genuflexão: tem o mesmo sentido que a primeira e justapõe uma inexistência. Na Missa nova se suprimiu a primeira genuflexão. Mas, no entanto, se conservou a segunda. Essa é a armadilha para gente mal informada das astúcias do modernismo: com efeito, esta segunda genuflexão, isolada da primeira, pode agora receber uma interpretação protestante. Apesar de que a fé protestante não se acomoda com a presença real física de Cristo na Eucaristia, reconhece, porém, certa presença espiritual do Senhor devida à fé dos crentes. Daí, pois, na nova Missa, o celebrante não adora em seguida a Hóstia que acaba de consagrar, mas em primeiro lugar eleva-a e a apresenta à assembléia dos fiéis, a qual engaja sua fé em Cristo, e esta fé o faz presente de maneira espiritual. Logo, se ajoelha e se adora, o que pode ser feito num sentido inteiramente protestante de uma presença exclusivamente espiritual.

O rito exterior pode assim acomodar-se com uma fé exclusivamente subjetiva, e inclusive com a negação do dogma da Presença real. A genuflexão mantida depois da elevação da Hóstia e do cálice pode agora ser interpretada do modo protestante. Tem agora uma significação que pode adaptar-se à fé de cada um e, por isso, é equívoca. Tal rito não segue sendo a expressão clara da fé católica.



Outras alterações do rito tradicional – mesmo quando são menos graves que as que tocam o coração da Missa - levam todas, porém, a uma diminuição do respeito devido à Sagrada Presença. Nesta ordem, devem ser mencionadas as seguintes supressões, que, isoladas, poderiam parecer menores, contudo, consideradas no seu conjunto, indicam-nos o espírito que prevaleceu nas reformas. Suprimiram-se:
- A purificação dos dedos do sacerdote sobre o cálice e no cálice;
- A obrigação para o sacerdote de manter juntos os dedos que tocaram a hóstia depois da Consagração, para evitar qualquer contato profano;
- A pália que protege o cálice;
- O dourado obrigatório do interior dos vasos sagrados;
- A consagração do altar, se for fixo;
- A pedra sagrada e as relíquias postas no altar, se for móvel;
- As toalhas para o altar, cuja quantidade foi reduzida de três para uma;
- As prescrições para o caso de uma Hóstia consagrada cair no solo.

A estas supressões, que representam uma diminuição do respeito que se deve à presença real, é importante acrescentar as atitudes que se inclinam no mesmo sentido e que foram quase impostas aos fieis:

- A comunhão de pé e quase sempre na mão;

- A ação de graças que - muito curta – se convida a fazer sentado;

- A posição de pé depois da consagração.

Todas essas alterações, agravadas pelo afastamento do sacrário, muitas vezes relegado para um canto do presbitério, convergem na mesma orientação que consiste em manter em silêncio o dogma da presença real. Estas observações se aplicam ao novo Ordo Missae, seja qual for o cânon que se escolha, inclusive se a nova Missa se disser com o 'cânon romano'.

A Missa nova e o Sacrifício Eucarístico

Além do dogma da presença real, o Concílio de Trento definiu a realidade do sacrifício da Missa, que é a renovação do sacrifício do calvário e que nos aplica os seus frutos de salvação para a remissão dos pecados e nossa reconciliação com Deus. Assim, a Missa é um sacrifício. Também é uma comunhão, porém uma comunhão ao sacrifício previamente celebrado: um convite, no qual se come a vítima imolada do sacrifício. Então, a Missa é, em primeiro lugar, um sacrifício e, em segundo lugar, uma comunhão ou comida.
Pois bem, toda a estrutura da nova Missa acentua o aspecto da celebração como comida, em prejuízo do aspecto sacrifical. Isso vai, portanto, mais gravemente no sentido da heresia protestante.


A substituição do altar do sacrifício pela mesa voltada para os fiéis testemunha, por si só, toda uma nova orientação. Pois, se a Missa é uma simples comida, é conforme os costumes reunir-se ao redor de uma mesa, e não interessa para nada um altar erigido frente à cruz do Calvário.
Assim também, a "Liturgia



da Palavra" (que nos convidam também a chamar de "mesa da palavra") foi desenvolvida a ponto de ocupar a maior parte do espaço-tempo da nova celebração e diminui, portanto, na mesma proporção, a atenção devida ao mistério eucarístico e ao seu sacrifício. Essencialmente, cabe destacar a supressão do Ofertório da vítima do sacrifício e sua substituição pela oferenda dos dons. Esta substituição torna-se propriamente grotesca e até parece caricatura, pois significa a oferenda de um pouco de pão e de algumas gotas de vinho, fruto da terra e do trabalho dos homens, que nos atrevemos a apresentar a Deus soberano. Até mesmo os pagãos faziam muito melhor, já que não ofereciam para a divindade migalhas de pão, senão algo mais substancial: um touro ou outro animal, cuja imolação era para eles um verdadeiro sacrifício. Lutero se sublevou de modo patente contra a presença do Ofertório no sacrifício na Missa católica. Não tinha se equivocado em sua perspectiva negadora: só a presença da oferenda da vítima já é a incontestável afirmação de que se trata realmente de um sacrifício, e de um sacrifício expiatório para a remissão dos pecados. O Ofertório da Missa católica era, então, um obstáculo para o ecumenismo. Não duvidaram em caricaturá-lo e aí também agir violentamente contra a fé católica. O antigo Ofertório precisava a oblação do próprio sacrifício de Cristo: "Recebei, Pai santo... esta hóstia imaculada"... (hanc immaculátam hóstiam) "Nós Vos oferecemos, Senhor, o cálice da salvação"... (cálicem salutáris).
Não era nem o pão nem o vinho que se oferecia a Deus, mas já a hóstia imaculada, o cálice da salvação, na perspectiva da consagração que se fará a seguir. Alguns liturgistas, preocupados demais com a letra do rito, pretendiam que se tratasse de uma antecipação. Estavam muito enganados. A intenção da Igreja, expressa através do sacerdote, é efetivamente a de oferecer a própria vítima do sacrifício (e de forma alguma o pão e o vinho). No sacrifício da missa, tudo se realiza no momento exato da consagração, quando o sacerdote atua "in persona Christi" e quando o pão e o vinho são transubstanciados no corpo e no sangue de Cristo. Mas, posto que todas as riquezas espirituais do mistério eucarístico não se podem expressar ao mesmo tempo, a liturgia da Missa as expõe a partir do Ofertório. Logo, não se trata de antecipação, mas de perspectiva.
Na nova Missa, suprimiu-se então o Ofertório da vítima do sacrifício, mas suprimiram-se igualmente os sinais da cruz sobre as oblatas, os quais eram uma constante referência à cruz do Calvário.


Assim, de maneira convergente, a primeira realidade da Missa, a renovação do sacrifício do Calvário, está diminuída nas suas expressões concretas. E isso está inclusive no centro da celebração. Com efeito, as palavras da Consagração no rito inovador são pronunciadas pelo sacerdote em um tom narrativo, como se fosse o relato de um acontecimento passado, e não mais em tom intimativo, como uma consagração feita no momento presente e proferida em nome da pessoa em cujo nome o sacerdote atua. E isso é muito grave. (Nota: Nosso Senhor Jesus Cristo confere ao sacerdote o poder de consagrar "na Pessoa de Cristo". O sacerdote atua in persona Christi, o sacerdote consagra na Pessoa de Cristo).

Qual poderá ser, dentro desta nova perspectiva, a intenção do celebrante? Intenção que, como recorda o Concílio de Trento, é uma das condições para a validez da celebração. Essa intenção já não é mais significada no cerimonial do rito. O sacerdote que celebra pode, sem dúvida alguma, supri-la por sua própria vontade e a Missa poderá ser válida. Porém, o que acontecerá com os sacerdotes inovadores, preocupados antes de tudo pela ruptura com a antiga Tradição? Neste caso a dúvida se torna legítima. E já em nada se poderá distinguir, segundo as aparências e na sua estrutura geral, a nova Missa da ceia protestante.
Dizem-nos que se conservou o Cânon romano. Nas primeiras prescrições do novo rito se lê a possibilidade que se dá ao celebrante de escolher este Cânon ao lado de três outras Orações eucarísticas.

O que significa essa escolha?

O Cânon romano que se conserva já não é o antigo cânon. De fato, foi mutilado de várias maneiras: foi mutilado no próprio ato da consagração, como acabamos de ver; foi mutilado pela supressão dos sinais de cruz repetidos; foi mutilado ao suprimir as genuflexões, expressão da fé na Presença real; e já não está mais pré-significado pelo Ofertório do sacrifício.
Nas versões oficiais em língua vernácula, que são praticamente as únicas usadas em geral, o Cânon foi traduzido de maneira tendenciosa, fazendo desaparecer ainda mais o rigor da expressão da fé católica.
Ademais, perdeu seu caráter próprio de "Cânon", quer dizer, de oração fixa, imutável, como a rocha mesma da fé. Agora é inter-mutável: pode ser substituído, segundo a preocupação ou crença de cada um, por outra oração eucarística. Essa é, manifestamente, a suprema astúcia do ecumenismo inovador.


Oficialmente, o celebrante pode escolher entre três novas "Orações" ("Preces") de substituição. Mas, de fato, fica aberta a porta para qualquer inovação e hoje se tornou impossível fazer a recensão de todas as orações eucarísticas introduzidas e praticadas nas diversas dioceses.

Não nos ocuparemos aqui dessas liturgias "selvagens", não oficiais, mas, contudo, originadas no mesmo vento das reformas ou da revolução em todas as direções. Agora, apenas apresentaremos uma breve análise das três novas Orações eucarísticas, introduzidas com a nova missa.

A 2ª Oração eucarística, apresentada como sendo o "Cânon de São Hipólito", mais antiga que o cânon romano, é na realidade o cânon do anti-Papa Hipólito, composto no momento da sua rebeldia, e antes de morrer mártir, martírio que lhe valeu regressar à unidade da Igreja. Este cânon provavelmente jamais se usou na Igreja pontifical de Roma e só nos chegou através de algumas reminiscências verbais reportadas pela recensão de Hipólito. De nenhuma forma foi mantido pela Tradição da Igreja. Neste cânon, extremamente breve, que contém - além do relato da Santa Ceia - unicamente algumas orações de santificação das oferendas, de ação de graças e de salvação eterna, não se faz nenhuma menção do sacrifício. Na 3ª Oração eucarística, se menciona o sacrifício, porém só no sentido explícito de sacrifício de ação de graças e de louvor. Não se menciona em nada o sacrifício expiatório renovado na realidade presente sacramental, que obtém para nós a remissão dos pecados.

A 4ª Oração eucarística narra os benefícios da redenção operada por Cristo. Mas aqui, de novo, o sacrifício propiciatório – atualmente renovado – não é mais explicitado.
Portanto, nos três novos textos propostos, a doutrina católica do santo sacrifício da Missa, doutrina definida no Concílio de Trento, foi de fato deixada na sombra, e, ao não ser afirmada no ato da celebração da Missa, encontra-se de fato abandonada e acaba sendo negada por preterição ou omissão.

A nova Missa e o papel do sacerdote

A função exclusiva do sacerdote como instrumento de Cristo na oferta do sacrifício é um terceiro ponto de doutrina católica
definida pelo Concílio de Trento. Uma vez alterada a realidade do sacrifício, também a identidade de quem oferece esse sacrifício sofrerá as consequências dessa alteração. E assim, logicamente, esse papel do sacerdote na oferenda do sacrifício desaparece nas novas celebrações. O sacerdote aparece como o presidente da assembleia. Os leigos invadem o santuário e se atribuem as funções clericais, as leituras, a distribuição da comunhão e, às vezes, a pregação. Não nos deixemos surpreender se ainda foram mantidas certas denominações antigas; agora estão facilmente abertas a outro significado. Como já temos observado, manteve-se a palavra "Ofertório", porém não tem mais o sentido de oblação da vítima do sacrifício. Do mesmo modo, a palavra "sacrifício" está ocasionalmente conservada, mas não é mais necessariamente no sentido do sacrifício re-atualizado do Salvador. Pode significar unicamente a ação de graças ou o louvor, segundo a fé do crente.

Conclusão

Na conclusão desta breve análise dos novos ritos só podemos constatar, à luz dos fatos, que a nova Missa foi em sua totalidade concebida e elaborada no sentido ecumênico, que pode adaptar-se às diferentes crenças das diversas igrejas.
É o que os protestantes de Taizé reconheceram de imediato, declarando teologicamente possível que as comunidades protestantes possam agora celebrar a Santa Ceia com as mesmas orações que as da Igreja Católica. Na igreja protestante da Alsácia (região da França vizinha à Alemanha), pronunciaram-se com a mesma opinião: "Agora não há nada na Missa renovada que possa realmente incomodar o cristão evangélico". E em uma famosa revista protestante, podia-se ler: "Nas novas orações eucarísticas católicas foi abandonada a falsa perspectiva de um sacrifício oferecido a Deus".



Já a presença de seis teólogos protestantes, bem habilitados para participar da elaboração dos novos textos, foi uma presença significativa.
Então, esta missa ecumênica já não é mais a expressão da fé católica. Na sua súplica ao Papa Paulo VI, os cardeais Ottaviani e Bacci não temeram fazer a seguinte observação, da qual ninguém, até a data de hoje, pôde contestar o rigor: "O novo rito da Missa representa, seja no seu todo como nos seus detalhes, um impressionante afastamento da teologia Católica da Santa Missa, tal qual essa foi formulada na sessão XXII do Concílio Tridentino".

Max Thurian (da Comunidade de Taizé, um dos seis pastores que participaram na redação do novo rito): "Um dos frutos do Novus Ordo será que talvez as comunidades não Católicas poderão celebrar a santa ceia com as mesmas orações da Igreja Católica. Teologicamente é possível". La Croix, 30/05/1969.

Siegevalt (professor na Faculdade protestante de Strasburgo): "Agora, na missa renovada, não há nada que possa perturbar o cristão evangélico". Le Monde, 22/11/1969.

Jean Guitton (amigo de Paulo VI): "A intenção de Paulo VI era reformar a liturgia católica de forma que se aproximasse o máximo da liturgia protestante, à ceia do Senhor dos protestantes. Fez todo o possível para distanciar a Missa católica do Concílio de Trento". Entrevista radiofônica ao programa "Icilumière 101" de 13/12/1993.

Cônego René Marie Berthod




Thais | 25/05/2014 às 8:28 pm | Tags: Abusos, Abusos Liturgicos, liturgia | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/p3yA87-1cy




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sábado, 24 de maio de 2014

[catolicos_respondem] HISTÓRIA DA SALVAÇÃO - 6o DOMINGO DA PÁSCOA - A Som !
























HISTÓRIA DA SALVAÇÃO



(015) -6º DOMINGO DA PÁSCOA - A



GUARDAI OS MANDAMENTOS



 

É esta a voz da Igreja através da Liturgia da Palavra de hoje – 6º Domingo da Páscoa - A, para nos lembrar que Deus, desde o princípio, manifestou-se a Si mesmo aos nossos primeiros pais.

E após a sua queda, Deus prometeu-lhes a Redenção, como esperança de salvação quando disse à serpente :

- "Farei reinar a inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Ela esmagar-te-á a cabeça, ao tentares mordê-la no calcanhar". (Gen.3,15).

E a partir daquele momento, Deus tomou incessantemente cuidado da raça humana, com o Seu Concurso Divino, no sentido de lhe garantir a salvação :





- "Àqueles que com perseverança no bem procuram a glória, a honra e a incorrupção, dar-lhes-á a vida eterna". (Rom.2,7).

No devido tempo chamou Abraão para fazer dele o pai dum grande povo :

- "Farei de ti um grande povo, abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome e serás uma fonte de bênçãos". (Gen. 12,2).

Depois dos patriarcas, instruiu o seu povo por meio de Moisés e dos profetas, para que O reconhecessem como único Deus vivo e verdadeiro, pai previdente e juiz justo, e para que esperassem o Salvador prometido; assim preparou Deus através dos tempos com o Seu Concurso Divino, o caminho do Evangelho. (cf. DV 3).

Depois Deus enviou seu Filho, o Verbo eterno, que ilumina todos os homens, para habitar entre os homens e manifestar-lhes a vida íntima de Deus, o qual, por palavras e obras, sinais e milagres, e sobretudo com a sua morte e gloriosa ressurreição, completou totalmente e confirmou a divina revelação, isto é, o plano de Deus para a nossa salvação.

Cristo fundou a sua Igreja, confiando aos seus Apóstolos a missão de transmitir a divina revelação, mandou que pregassem a todos, como fonte de toda a verdade salutar e de toda a disciplina de costumes, o Evangelho prometido antes pelos profetas e por Ele cumprido e promulgado pessoalmente, comunicando-lhes assim os dons divinos.

Os Apóstolos, transmitindo o que eles mesmos receberam, advertem os fiéis a que observem as tradições que tinham aprendido quer por palavras quer por escrito e a que lutem pela fé recebida duma vez para sempre.

A tradição apostólica progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo.

-"Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos. E Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outo Consolador para estar convosco para sempre, o Espírito de verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas que vós conheceis porque habita convosco e está em vós".(Jo.14,15-17).

As afirmações dos Santos Padres testemunham a presença vivificadora da Tradição, cujas riquezas entram na prática e na vida da Igreja crente e orante.

A sagrada Tradição e a Sagrada Escritura estão intimamente unidas e compenetradas entre si, porque derivam da mesma fonte divina e fazem como que uma coisa só e tendem ao mesmo fim.

Constituem um só depósito da sagrada palavra de Deus, confiado à Igreja.

O encargo de interpretar autenticamente a palavra de Deus, escrita ou contida na Tradição, foi confiado só ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo.

Além da Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II sobre a Revelação Divina - Dei Verbum - o Catecismo da Igreja Católica trata da Revelação no seu Capítulo Segundo - Deus ao encontro do homem.

Pois é neste encontro de Deus com o homem que se devem guardar os Mandamentos, que ainda são os mesmos que Deus gravou em letras de fogo no cimo do Monte Sinai a Moisés e que com base nessas leis, a Igreja catalogou os Dez Mandamentos desta forma :

1)- Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas.

2)- Não invocar o santo nome de Deus em vão.

3)- Santificar os domingos e Festas de Guarda.

4) Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).

5)- Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).

6)- Guardar castidade nas palavras e nas obras.

7)- Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).

8)- Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo).

9)- Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.

10)- Não cobiçar as coisas alheias.

Estes dez Mandamentos encerram-se em dois que são :

* Amar a Deus sobre todas as coisas,

* E ao próximo como a nós mesmos.

Linda mensagem, sempre actual para os nossos tempos.



John Nascimento


sexta-feira, 23 de maio de 2014

[catolicos_respondem] AMOR DO PRÓXIMO !! Som !






















  • AMOR DO PRÓXIMO!!


**********************


 

Na Liturgia da Palavra de hoje – 23 de Maio – A e 6ª-Feira do 5º Domingo da Páscoa, Jesus, ainda na continuação da celebração do Bom Pastor, e como reflexo do amor do Pai, faz o elogio do amor ao próximo :

-" O Meu mandamento é este : Que vos ameis uns aos outrros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pdlos seus am igod".(Jo.1512).



"Amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos !"



É uma crença católica que é pecado não praticar o Amor do Próximo, ainda que seja um inimigo.

Isto exige que tenhamos um Amor ilimitado ao Próximo, isto é, a todas as pessoas, não apenas àquelas que nos amam, mas até às que nos querem mal, porque só assim se entende o que é um amor cristão, um Amor ao Próximo...

Esta forma de amor é o sinal por excelência da contradição do mundo com o seu ódio, a sua auto-suficiência e o seu egoísmo.

O Amor Do Próximo é a fonte da unidade da Igreja e o mais evidente sinal da presença do Espírito Santo, porque o Espírito Santo é a fonte da caridade, (do Amor).

O verdadeiro Amor do Próximo revela o amor de Deus por nós, é fiel, desinteressado e fonte de paz.

O Amor do Próximo fundamenta-se na Eucaristia e dela tira toda a sua forma, pois a Eucaristia é o modelo de todo o Amor do Próximo.

Amando-nos uns aos outros encontramos formalmente Cristo, o Qual ama o próximo e nos leva a crer no Amor do Próximo como Ele faz.

Diz o Catecismo da Igreja Católica :

2196. – Respondendo à questão posta sobre o primeiro mandamento, Jesus disse : «O primeiro é : "Escuta, Israel ! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de toda a tua mente e de todas as tuas forças !". O segundo é este : "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Não há qualquer mandamento maior do que estes».(Mt.12,29-31).

E o apóstolo S. Paulo lembra :

- «Quem ama o outro cumpre a lei. É que os mandamentos que dizem : "Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não hás-de cobiçar", bem como qualquer outro mandamento, resumem-se nestas palavras : amarás ao próximo como a ti mesmo. A caridade não faz mal ao próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei».(Rm.13,8-10).

E quem é o nosso próximo ? Basta ler a Parábola do Bom Samaritano em Lucas capítulos 10,25 e seguintes.

Sobre o Amor de Deus e o Amor do Próximo, os Livros do Novo Testamento estão cheios de referências.

A Liturgia da Palavra de hoje assenta toda no amor de Deus e, consequentemente, também, no amor do próximo.

O próximo, não é um mito, é todo aquele que se encontra em qualquer espécie de necessidade, que precisa de ajuda, que tem muitas carências humanas, familiares, emocionais, que precisa de amor.

E Jesus assim nos recomenda :

-"Vós sereis Meus amigos se fizerdes o que Eu vos mando (...) Chamei-vos amigos poque tudo quanto ouvi de Meu Pai vo-lo dei a conhecer".(Jo.15,14).

E é assim que nós temos que fazer para amarmos também o nosso próximo.



John


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quarta-feira, 21 de maio de 2014

[catolicos_respondem] ENRAIZADOS N'ELE Som !

 











  • ENRAIZADOS N'ELE...

 






«Como a vara não pode dar fruto por si mesma, se não permanecer na cepa, assim vós também não, se não permanecerdes em Mim». 



A Liturgia da Palavra de hoje – 21 de Maio – A, convida-nos a uma reflexão sobre a bem conhecida Alegoria da Videira : 

-"Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em Mim e Eu n'Ele, esse dá muito fruto; porque sem Mim, nada podeis fazer".(Jo.15,5). 

Pois devemos chamar a isto, estar Enraizado n'Ele. 

*Estar Enraizado em Cristo, é condição essencial para uma vida plena em ordem à salvação eterna. 

*Estar Enraizado em Cristo, é sinónimo de possuir uma mensagem de redenção e um compromisso de evangelização. 

É verdade que Deus atribuiu ao homem um lugar especial, no conjunto da criação. 

Contudo, isso não significa que ele tenha um título de posse e de exploração a seu bel-prazer. 

Colocados como intendentes de Deus no interior da Criação, significa que Deus continua a ser o princípio, o centro e o apogeu de toda a Criação. 

Enraizados em Cristo, significa receber uma nova seiva para darmos bons frutos, que o mesmo é dizer, sermos testemunhas da mensagem de Deus e dos ensinamentos do Magistério da Igreja. 

Em caso contrário : 

-"Se alguém não estiver em Mim, será lançado fora, como a vara, e secará; lançá-lo-ão ao fogo e arderá".(Jo.15,6) 

Segundo esta mensagem : 

* A nós incumbe-nos a tarefa de servir a Criação, promovendo-a na sua beleza e fecundidade, para gáudio das gerações presentes e futuras. 

* A nós cumpre-nos a tarefa de humanizar essa natureza, por vezes inóspita e selvagem, para que homens e mulheres nela recolham os frutos da alegria e do mais puro amor. 

* A nós foi-nos confiada a missão de transformar a natureza da Criação sem a consumir e degradar de tal modo que, atrás de nós, fiquem apenas rastos de poluição e de deserto. 

* Foi-nos incumbido o testemunho de tentar reparar o pecado pessoal e social, que é a desfiguração e degradação a que sujeitamos a natureza, desertificando o planeta e tornando a atmosfera irrespirável. 

* Foi-nos dada a mensagem cristã de ascese e generosidade, para procurarmos usar sem destruir, para que seja evitado o suicídio colectivo do resto da humanidade. 

-"Se vós estiverdes em Mim, e as Minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será concedido".(Jo.15,7). 

À medida que vai avançando no seu percurso entre nós, Jesus vai crescendo como o Cristo da nossa fé, como a cepa de que nós somos os ramos. 

Antes de ser elevado à condição de Salvador dos homens e Cabeça duma humanidade nova, Jesus deverá experimentar na sua carne todas as vicissitudes da nossa condição. 

Graças a essa grande viragem a que chamamos Páscoa, Jesus torna-se o recapitulador de toda a história e o redentor de todos os homens. 

Mas a Páscoa tem uma dimensão histórica e terrena de tal modo dramática e escandalosa que Jesus resolve levantar o véu que ocultava a dimensão transfiguradora desse processo trágico e glorioso. 

A Paternidade divina da Obra Criadora levar-nos-á a permanecer na natureza com a consciência de que somos varas unidas à cepa para defendermos a herança maravilhosa que é preciso legar à geração futura, produzindo frutos de justiça, solidariedade e amor, que nos levem a fazer parte do Plano da História da Salvação. 



John
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segunda-feira, 19 de maio de 2014

[catolicos_respondem] CORPO DE CRISTO RESSUSCITADO Som !

 











  • CORPO DE CRISTO RESSUSCITADO!! 




 

A Paz seja convosco". 





Os discípulos de Jesus e a multidão em geral, conheciam muito bem aquele Jesus de Nazaré, cuja personalidade os tinha seduzido, ao ponto de de alguns deixarem tudo para O seguir. 

Com Ele tinham vivido os momentos mais exaltantes das suas vidas, e por Ele tinham corrido alguns riscos. 

Mas tudo se tinha desfeito – aparentemente – naquela sexta-feira trágica da Paixão e do Calvário. 

A um ritmo estonteante, os acontecimentos precipitaram-se, deixando-os com um terrível sentimento de desolação e medo e alguma descrença, pelo menos à primeira vista. 

Até que começaram a ressurgir sinais : 

Notícias um pouco desencontradas, é certo, mas cada vez mais insistentes, chegavam à casa onde se tinham escondido. 

Até que Ele próprio – transfigurado – lhes surge ao primeiro dia, não já como o Jesus da Galileia, mas o Cristo com um Corpo Ressuscitado, que vem inaugurar um Tempo Novo. 

O tempo duma presença que se acolhe pela fé e se interioriza pela comunicação do Espírito que Ele vai soprar sobre eles. 

-"A paz seja convosco".(Lc.24,36) 

É um gesto criador, como criador é também esse sopro que lhes comunica, e os torna capazes de vencer tudo o que antes era apenas desapontamento, rotura, medo e alguma desconfiança ou descrença. 

E no meio de tudo isto e depois que Jesus se mostrou quem era, pelo lugar dos cravos nas mãos e nos pés, imediatamente se tornou o novo Templo de Deus, porque o Templo é a morada de Deus, e Deus estava com eles. 

E sendo a morada de Deus é a expressão da vontade de Deus, em que o nosso Deus tem de se tornar próximo e acessível, habitando connosco. 

E é a partir deste Novo Templo que começa a Nova Evangelização. 

Depois de Jesus se identificar e depois que todos respiraram fundo como se tudo tivesse terminado, é que Jesus lhes explicou : 

-"Que era necessário que se cumprisse tudo quanto a Meu respeito está escrito em Moisés, nos Profetas e nos Salmos".(Lc.24,44). 

E Jesus deu-lhes o mandamento final : 

-"Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dentre os mortos ao terceiro dia, que havia de ser pregado, em Seu nome o arrependimentro e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jrusalém. Vos sois as testemunhas destas coisas, e Eu vou mandar sobre vós o que o meu Pai prometeu".(Lc.2449). 

Assim podemos também compreender que a Páscoa não é o fim duma caminhada de preparação que se chama Quaresma, mas sim o princípio dua tarefa que se chama Evangelização Nova que se deve intensificar com a Descida do Espírito Santo, usando todos os meios de Comunicação Social em posição frontal com todos os meios de corrupção social que pretendem fazer-nos esquecer que o Corpo de Cristo Ressuscitado, é o mais poderoso e o protótipo do nosso corpo após a ressurreição final. 

E agora, Jesus, antes de partir para o Pai, antes de se despedir, dá os últimos retoques à fé dos seus Apóstolos, para os preparar para o momento solene da sua Ascenção maravilhosa na presença deles, para depois lhes enviar o Espírito Santo com uma força nova para uma Nova Evangelização na Sua Igreja e com a promessa de estar com eles até ao fim do mundo. 



John
Nascimento 











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Emocionante! Deus é perfeito!




Quis homo bonae voluntatis donut authenticum non ab homine, sed ab eo qui misericors. Cessationem omnium pax includit accipiat vester pugnat contra Diabolum crebri sociis gloriosa, idest mundi et carnis.
Mariae, Mediatricis omnium gratiarum adoratio Divini Infantis incumbentes nobis impetrent penetrationem omnia plena sunt.
Et dimisi explicabunt perspectivae, et psallam tibi caeli et universis animantibus quae Regina: Gloria in altissimis Deo, et in terra pax hominibus bonae voluntatis.

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Et signum magnum apparuit in cælo: Mulier amicta sole, et luna sub pedibus eius et in capite eius corona stellarum duodecim.


Et peperit filium masculum, qui recturus erat omnes gentes in virga ferrea. Filius eius ad Deum et ad thronum eius et raptus.

Augusto de Piabetá - Blog Católico