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terça-feira, 20 de maio de 2014

[Novo post] O que a Igreja diz a respeito do uso de animais para experiências científicas?




Thais publicou: "Os animais ocupam um determinado lugar no projeto de criação de Deus. Isso fica bem claro quando Jesus afirma: "olhai os pássaros do céu, não semeiam nem colhem, nem guardam em celeiros, no entanto, o vosso Pai celeste os alimenta" (Mt 6,26). Ora, se Deus" 





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Nova publicação em Kerigma, A proclamação da Palavra 






O que a Igreja diz a respeito do uso de animais para experiências científicas?


by Thais



Os animais ocupam um determinado lugar no projeto de criação de Deus. Isso fica bem claro quando Jesus afirma: "olhai os pássaros do céu, não semeiam nem colhem, nem guardam em celeiros, no entanto, o vosso Pai celeste os alimenta" (Mt 6,26). Ora, se Deus tem esse cuidado, essa providência para com os animais, não devem também os homens respeitar-lhes a dignidade? O Catecismo da Igreja Católica reconhece essa dignidade e recorda os grandes santos São Francisco de Assis e São Felipe de Neri, conhecidos pelo amor dedicado às criaturas de Deus:


"2416. Os animais são criaturas de Deus. Deus envolve-os na sua solicitude providencial. Pelo simples fato de existirem, eles O bendizem e Lhe dão glória. Por isso, os homens devem estimá-los. É de lembrar com que delicadeza os santos, como São Francisco de Assis ou São Filipe de Néri, tratavam os animais."

No entanto, o Catecismo segue dizendo que os animais estão sujeitos ao governo daquele que foi criado à imagem de Deus, ou seja, ao homem. Isso quer dizer que é lícito utilizar os animais para alimentação, para vestimenta, como auxílio no trabalho, no lazer (após domesticados), e também em experimentos científicos, conforme fica bem claro no parágrafo seguinte:


"2417. Deus confiou os animais ao governo daquele que foi criado à Sua imagem. É, portanto, legítimo servimo-nos dos animais para a alimentação e para a confecção do vestuário. Podemos domesticá-los para que sirvam o homem nos seus trabalhos e lazeres. As experiências médicas e científicas em animais são práticas moralmente admissíveis desde que não ultrapassem os limites do razoável e contribuam para curar ou poupar vidas humanas."

Portanto, utilizar animais em experiências médicas e científicas não constitui maus-tratos, desde que se observe os limites impostos. Mas, quais são esses limites? O mesmo Catecismo os define na sequência:


"2418. É contrário à dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas. É igualmente indigno gastar com eles somas que deveriam, prioritariamente, aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, mas não deveria desviar-se para eles o afeto só devido às pessoas."

Percebe-se que 'fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas' é contrário à dignidade humana. Faz mal para o homem maltratar os animais. Uma outra coisa que deve ser percebida é que esses parágrafos sobre os animais no Catecismo encontram-se atrelados às explicações acerca do 7º Mandamento: "não roubarás", o que significa que o animal é propriedade do ser humano. Desta forma, o justo relacionamento entre o ser humano e o animal é o justo relacionamento entre o homem que exerce domínio sobre a criação.

O Catecismo ainda explica que é contrário à dignidade do ser humano cobrir de luxos os animais, ou seja, gastar com os animais de estimação uma soma que poderia ser revertida para uma criança orfã, por exemplo. Igualmente, não é correto amar os animais mais que às outras pessoas. O Catecismo é muito claro nesse sentido, não deixando margem para qualquer dúvida.

O Papa Bento XVI vem alertando os católicos sobre uma espécie de histeria ecológica que vem se intensificando nos dias atuais. Em vários documentos ele frisa a necessidade de o ser humano cuidar da ecologia, mas que esse cuidado deve partir sempre de uma ecologia humana. Essa ideia o Papa desenvolveu com bastante propriedade no número 51 da carta encíclica "Caritas in veritatis"[01], publicada em 2009, dizendo que se o desejo for alcançar uma justa ecologia é preciso, primeiro, olhar para a dignidade do ser humano.

O termo 'ecologia' foi cunhado por um biólogo chamado Ernst Haeckel, que viveu na Alemanha no final do século XIX, início do século XX. Além disso, esse biólogo foi também responsável pela criação da ideologia nazista, ou seja, a superioridade da raça ariana sobre as demais raças. Não por acaso, ele era também favorável ao eugenismo e à eutanásia.

Para Haeckel, o ser humano não possui nenhuma dignidade especial e deve ser considerado como os outros animais. É com esse pensamento distorcido que nasce a ecologia. Infelizmente, o pensamento de Haeckel "evoluiu" até chegar ao extremo, como aconteceu no Clube de Roma, que afirmou que o planeta Terra tem um câncer, cujo nome é ser humano. Essa histeria verde encontra eco até mesmo dentro da Igreja Católica, com teólogos como Leonardo Boff, que afirma que o ser humano é uma doença que afeta a Terra, a Gaia. É claramente a volta do paganismo.

Santo Tomás de Aquino (cf. Suma Teológica I, q. 33, a. 3) explica como é que o homem é filho de Deus. Segundo ele, existem variantes quanto à palavra filho, sendo que ela pode ser atribuída a qualquer criatura de forma imprópria, pois, filho de forma própria é somente Jesus.

A filiação das criaturas, que não é como a do Filho Jesus, o qual possui a mesma natureza e glória do Pai, pode ser filiação de: 
a) semelhança de vestígio - "Quem é o Pai da chuva? Quem, pois, gerou as gotas de orvalho?" (Jó 38, 28); 
b) semelhança de imagem - "Deus não é o teu Pai? Ele que te possuiu, que te fez e te gerou?" (Dt 32, 6); 
c) semelhança da graça - "O próprio Espírito dá testemunho a nosso espírito de que somos filhos de Deus; e se somos filhos, somos também herdeiros"(Rm 8, 16-17); 
d) semelhança da glória - "Nós nos gloriamos na esperança da glória dos filhos de Deus"(Rm 5, 2). 

Os santos já alcançaram a semelhança da glória. O que se tem, então, é uma hierarquia, partindo do irracional, racional, adoção batismal e, finalmente, a semelhança da glória. Esta é a hierarquia da criação e, somente a partir dela é possível julgar o relacionamento do ser humano com o resto da criação. Deus é que ilumina a dignidade humana e é por esse motivo que se torna assustador perceber a tendência atual em se dar dignidade semelhante à humana para animais irracionais. É assustador, mas não surpreendente, pois trata-se de um reflexo esperado quando se tira Deus do centro, do horizonte. Sem Deus, de onde virá a dignidade do homem?

Aos homens de boa vontade cumpre continuar no caminho de servir ao Criador, tornando-se cada vez mais semelhante a Ele. Semelhança de vestígio o homem já possui por ser criatura de Deus. Semelhança de racionalidade também, mas é preciso aumentá-la, buscando sempre e cada vez mais a Verdade. Semelhança da graça, por viver o batismo e quem sabe, um dia, chegar à semelhança da glória, com os santos e os anjos no céu.
Referências 

Carta Encíclica Caritas in Veritate do Sumo Pontífice Bento XVI





Thais | 20/05/2014 às 10:50 am | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/p3yA87-1bW












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domingo, 4 de maio de 2014

[Novo post] 10 conselhos de Bento XVI aos jovens




Thais publicou: "1) Conversar com Deus "Algum de vós poderia talvez identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia: "Tinha perdido consciente e deliberadamente o costume de rezar". Durante estes" 




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Nova publicação em Kerigma, A proclamação da Palavra 






10 conselhos de Bento XVI aos jovens


by Thais



  • 1) Conversar com Deus

"Algum de vós poderia talvez identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia: "Tinha perdido consciente e deliberadamente o costume de rezar". Durante estes dias (de Jornada Mundial da Juventude) podereis recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, porque sabemos que nos ama e, a quem, por sua vez, queremos amar".

  • 2) Contar-lhe as penas e alegrias

"Abri o vosso coração a Deus. Deixai-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o 'direito de vos falar' durante estes dias. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que ele ilumine com a sua luz a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração.

  • 3) Não desconfiar de Cristo

"Queridos jovens, a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei, com Maria, o vosso 'sim' ao Deus que quer entregar-se a vós. Repito-vos hoje o que disse no princípio de meu pontificado: Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo".

  • 4) Estar alegres: querer ser santos

"Para além das vocações de consagração especial, está a vocação própria de todo o batizado: também é esta uma vocação que aponta para um 'alto grau' da vida cristã ordinária, expressa na santidade. Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a experiência própria (…). A Igreja necessita de santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. Convido-vos a que vos esforceis nestes dias por servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo vos permitirá apreciar interiormente a alegria da sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois no vosso ambiente".

  • 5) Deus: tema de conversa com os amigos

"São tantos os nossos companheiros que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o coração com sucedâneos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhos do amor que se contempla em Cristo. Queridos jovens, a Igreja necessita autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros".

  • 6) No Domingo, ir à Missa

"Não vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos com isso, vale a pena! Descubramos a íntima riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não somos os que fazemos uma festa para nós, mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que prepara uma festa para nós. Com o amor à Eucaristia redescobrireis também o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre que a nossa vida comece novamente".

  • 7) Demonstrar que Deus não é triste

"Quem descobriu Cristo deve levar os outros para ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo anda igualmente sem ele. Mas ao mesmo tempo existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. Dá vontade de exclamar: Não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente não".

  • 8) Conhecer a fé

"Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez melhor para poder conduzir também os outros, de modo convincente, a ele. Por isso é tão importante o amor à Sagrada Escritura e, em consequência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura".

  • 9) Ajudar: ser útil

"Se pensarmos e vivermos inseridos na comunhão com Cristo, os nossos olhos se abrem. Não nos conformaremos mais em viver preocupados somente conosco mesmo, mas veremos como e onde somos necessários. Vivendo e atuando assim dar-nos-emos conta rapidamente que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos outros do que preocupar-nos somente com as comodidades que nos são oferecidas. Eu sei que vós, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos com um mundo melhor. Demonstrai-o aos homens, demonstrai-o ao mundo, que espera exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo. Um mundo que, sobretudo mediante o vosso amor, poderá descobrir a estrela que seguimos como crentes".

  • 10) Ler a Bíblia

"O segredo para ter um 'coração que entenda' é edificar um coração capaz de escutar. Isto é possível meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, mediante o esforço de conhecê-la sempre melhor. Queridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprendereis a conhecer Cristo. São Jerônimo observa a este respeito: 'O desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Cristo'".

Fonte: opusdei.org.br





Thais | 04/05/2014 às 12:31 am | Tags: Biblia, conselho, Juventude | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/p3yA87-1aY












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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Gloria.tv: Audiência do Consistório - Basílica Vaticana - 22/02/2014

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Emocionante! Deus é perfeito!




Quis homo bonae voluntatis donut authenticum non ab homine, sed ab eo qui misericors. Cessationem omnium pax includit accipiat vester pugnat contra Diabolum crebri sociis gloriosa, idest mundi et carnis.
Mariae, Mediatricis omnium gratiarum adoratio Divini Infantis incumbentes nobis impetrent penetrationem omnia plena sunt.
Et dimisi explicabunt perspectivae, et psallam tibi caeli et universis animantibus quae Regina: Gloria in altissimis Deo, et in terra pax hominibus bonae voluntatis.

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Et signum magnum apparuit in cælo: Mulier amicta sole, et luna sub pedibus eius et in capite eius corona stellarum duodecim.


Et peperit filium masculum, qui recturus erat omnes gentes in virga ferrea. Filius eius ad Deum et ad thronum eius et raptus.

Augusto de Piabetá - Blog Católico