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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Síria: O Berço do Cristianismo on Vimeo

[hagiografia] 29 de Maio - São Maximino de Trèves, Bispo e Confessor (+ França, 349)






29 de Maio

São Maximino de Trèves, Bispo e Confessor

(+ França, 349)


Bispo de Trèves, destacou-se na luta contra os erros do arianismo. Teve a coragem de acolher Santo Atanásio, bispo de Alexandria, que por ser anti-ariano fora desterrado para Trèves pelo imperador.



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quarta-feira, 28 de maio de 2014

[catolicos_respondem] PARTIR DO PÃO - (04) A EUCARISTIA E A SS. TRINDADE Som !





















  • PARTIR DO PÃO






  • EUCARISTIA PARA A SANTIFICAÇÃO








 

 (04) A EUCARISTIA E A SS. TRINDADE? 

 






. - Toda a SS.Trindade e não apenas Jesus toma parte no sacrifício donde provém a Eucaristia?



Isto ajuda a esclarecer alguma ideia errada que nós possamos ter a respeito do Pai.

Uma certa cultura moderna procura, insensta e sacrilegamente, transferir para Deus Pai alguns preconceitos usados na psicoanálise para o pai natural.

Assim, nós imaginamos o Pai, insensível no céu, enquanto o Filho morre na Cruz, o Pai que está apenas preparado para aceitar o sacrifício do Sangue de seu Filho; o Pai que aceita mas que nada dá em troca, que pede o sangue de seu Filho como resgate, que não faz mais do que instimular-nos com recentimento e medo.

Mas isto é uma representação errada.

S. Paulo diz-nos :

- " Ele, que não poupou o próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não havia de nos dar também, com Ele, todas as coisas ?

Nesta expressão "todas as coisas" está a chave de tudo.

Se o Pai se alegra com o sacrifício de seu Filho, é porque isto Lhe restitui todas as coisas, e porque isto torna possível para Ele realizar o Seu maior desejo que é o de que "todos os homens sejam salvos"(1 Tim.2,4).

O Pai ama Jesus com infinito amor porque Jesus Se sacrificou por nós, não apenas, deixai-me dizer, que simplesmente Se sacrificou, mas que Se sacrificou "por nós".

Além disso, Deus é sempre o Deus que deseja "misericórdia e não sacrifício", como disse o profeta Oseias(6,6), e se Lhe agrada o sacrifício de seu Filho é porque Ele lhe permitiu que usasse de "misericórdia" para com o mundo.

O Pai não é, portanto, apenas quem recebe o sacrifício de seu Filho, mas também quem dá o seu Filho em sacrifício - faz o sacrifíco de nos dar o seu Filho.

Se, como diz S. Paulo, Jesus se oferece a Si mesmo a Deus "por nós", é verdade que o sacraifício foi oferecido a Deus mas Deus não beneficiou dele.

Nós é que beneficiamos e é isto que distingue o sacrifício cristão dos outros sacrifícios.

Nós não podemos falar de "extensão" , a respeito do acontecimento da Cruz donde provém a Eucaristia : nunca seremos capazes de dizer o suficiente a respeito dos tesouros que ela contém.

Há neste acontecimento uma força e um poder suficientes para operarem a salvação da história de que o mundo depende.

Referindo-Se a este momento, Jesus disse:

- "Vim lançar fogo sobre a terra; e que quero Eu senão que ele já se tenha ateado ?" (Lc.14,29).

Na verdade, "tudo se cumpriu" na Cruz; nada maior se poderia pensar ou fazer; foi nela que todas as fontes divinas e humanas se consumaram; todo o mal foi conquistado desde as suas raízes; obteve-se a salvação e toda glória foi dada à SS. Trindade.

Todo o nosso louvor e adoração prestados à Presença Real da Eucaristia são, pois, extensivos a toda a SS. Trindade.

Toda a Santíssima Trindade está presente na Eucaristia que nós recebemos na Comunhão e o Partir do Pão é a nossa partilha com Deus e com os irmãos, que nos ajuda no caminho da nossa santificação.

John


Nascimento

















__._,_.___



Enviado por: "John A. Nascimento" <nascimentoja@Shaw.ca>



[catolicos_respondem] PARTIR DO PÃO - (04) A EUCARISTIA E A SS. TRINDADE Som !





















  • PARTIR DO PÃO






  • EUCARISTIA PARA A SANTIFICAÇÃO








 

(04) A EUCARISTIA E A SS. TRINDADE? 

 






. - Toda a SS.Trindade e não apenas Jesus toma parte no sacrifício donde provém a Eucaristia?



Isto ajuda a esclarecer alguma ideia errada que nós possamos ter a respeito do Pai.

Uma certa cultura moderna procura, insensta e sacrilegamente, transferir para Deus Pai alguns preconceitos usados na psicoanálise para o pai natural.

Assim, nós imaginamos o Pai, insensível no céu, enquanto o Filho morre na Cruz, o Pai que está apenas preparado para aceitar o sacrifício do Sangue de seu Filho; o Pai que aceita mas que nada dá em troca, que pede o sangue de seu Filho como resgate, que não faz mais do que instimular-nos com recentimento e medo.

Mas isto é uma representação errada.

S. Paulo diz-nos :

- " Ele, que não poupou o próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não havia de nos dar também, com Ele, todas as coisas ?

Nesta expressão "todas as coisas" está a chave de tudo.

Se o Pai se alegra com o sacrifício de seu Filho, é porque isto Lhe restitui todas as coisas, e porque isto torna possível para Ele realizar o Seu maior desejo que é o de que "todos os homens sejam salvos"(1 Tim.2,4).

O Pai ama Jesus com infinito amor porque Jesus Se sacrificou por nós, não apenas, deixai-me dizer, que simplesmente Se sacrificou, mas que Se sacrificou "por nós".

Além disso, Deus é sempre o Deus que deseja "misericórdia e não sacrifício", como disse o profeta Oseias(6,6), e se Lhe agrada o sacrifício de seu Filho é porque Ele lhe permitiu que usasse de "misericórdia" para com o mundo.

O Pai não é, portanto, apenas quem recebe o sacrifício de seu Filho, mas também quem dá o seu Filho em sacrifício - faz o sacrifíco de nos dar o seu Filho.

Se, como diz S. Paulo, Jesus se oferece a Si mesmo a Deus "por nós", é verdade que o sacraifício foi oferecido a Deus mas Deus não beneficiou dele.

Nós é que beneficiamos e é isto que distingue o sacrifício cristão dos outros sacrifícios.

Nós não podemos falar de "extensão" , a respeito do acontecimento da Cruz donde provém a Eucaristia : nunca seremos capazes de dizer o suficiente a respeito dos tesouros que ela contém.

Há neste acontecimento uma força e um poder suficientes para operarem a salvação da história de que o mundo depende.

Referindo-Se a este momento, Jesus disse:

- "Vim lançar fogo sobre a terra; e que quero Eu senão que ele já se tenha ateado ?" (Lc.14,29).

Na verdade, "tudo se cumpriu" na Cruz; nada maior se poderia pensar ou fazer; foi nela que todas as fontes divinas e humanas se consumaram; todo o mal foi conquistado desde as suas raízes; obteve-se a salvação e toda glória foi dada à SS. Trindade.

Todo o nosso louvor e adoração prestados à Presença Real da Eucaristia são, pois, extensivos a toda a SS. Trindade.

Toda a Santíssima Trindade está presente na Eucaristia que nós recebemos na Comunhão e o Partir do Pão é a nossa partilha com Deus e com os irmãos, que nos ajuda no caminho da nossa santificação.

John


Nascimento

















__._,_.___



Enviado por: "John A. Nascimento" <nascimentoja@Shaw.ca>



[Novo post] CNBB recomenda não reeleger Dilma




Thais publicou: "A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma carta na última segunda-feira na qual pede que os fiéis não votem na candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Leia a carta na íntegra: "Dai a César o que é de César e a Deus o que"



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Nova publicação em Kerigma, A proclamação da Palavra








CNBB recomenda não reeleger Dilma


by Thais



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma carta na última segunda-feira na qual pede que os fiéis não votem na candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.


Leia a carta na íntegra:


"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus
"Com esta frase Jesus definiu bem a autonomia e o respeito, que deve haver entre a política (César) e a religião (Deus). Por isto a Igreja não se posiciona nem faz campanha a favor de nenhum partido ou candidato, mas faz parte da sua missão zelar para que o que é de "Deus" não seja manipulado ou usurpado por "César" e vice-versa.
"Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César. Vice-versa extrapola da missão da Igreja querer dominar ou substituir-se ao estado, pois neste caso ela estaria usurpando o que é de César e não de Deus.
"Já na campanha eleitoral de 1996, denunciei um candidato que ofendeu pública e comprovadamente a Igreja, pois esta atitude foi uma usurpação por parte de César daquilo que é de Deus, ou seja o respeito à liberdade religiosa.
"Na atual conjuntura política o Partido dos Trabalhadores (PT) através de seu IIIº e IVº Congressos Nacionais (2007 e 2010 respectivamente), ratificando o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) através da punição dos deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, por serem defensores da vida, se posicionou pública e abertamente a favor da legalização do aborto, contra os valores da família e contra a liberdade de consciência.
"Na condição de Bispo Diocesano, como responsável pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que – por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21).
"Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais "liberações", independentemente do partido a que pertençam.
"Evangelizar é nossa responsabilidade, o que implica anunciar a verdade e denunciar o erro, procurando, dentro desses princípios, o melhor para o Brasil e nossos irmãos brasileiros e não é contrariando o Evangelho que podemos contar com as bênçãos de Deus e proteção de nossa Mãe e Padroeira, a Imaculada Conceição.




Dom Luiz Gonzaga Bergonzini



Thais | 28/05/2014 às 11:02 am | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/p3yA87-1cD




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[hagiografia] 28 de Maio - São Germano de Paris, Bispo e Confessor (+ 576)



28 de Maio

São Germano de Paris, Bispo e Confessor

(+ 576)


Sua mãe, precursora de tantas mães hedonistas e desnaturadas de nossos dias, não desejava seu nascimento e quis abortá-lo, sem o conseguir. Ainda criança, uma tia quis envenená-lo, mas Deus mais uma vez o preservou. Educado por um parente que era ermitão, São Germano foi bispo de Paris e teve grande influência na Corte merovíngia.

terça-feira, 27 de maio de 2014

(266) Facebook


(266) Facebook

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[catolicos_respondem] Só Hoje: Super Descontos em Bikes! + Confira até 55% OFF em Agasalhos no Festival de Inverno!


AS CRUZADAS O sítio de Famagusta e o capitão Bragadino






AS CRUZADAS





O sítio de Famagusta e o capitão Bragadino


Posted: 26 May 2014 01:30 AM PDT





Mapa da cidade de Famagusta em 1568







Em meados de 1570, Famagusta, na ilha de Chipre, foi sitiada pelos turcos (mapa ao lado). Em setembro desse ano, tropas venezianas entraram na cidade para auxiliar na defesa.




Sabiam que poderiam resistir algum tempo, mas confiavam nos reforços dos cristãos, que nunca chegaram.




A queda de Famagusta é uma página épica, destacando-se entre todos a figura do capitão chefe Marco Antônio Bragadino.




Este sítio foi relatado pelo único oficial milagrosamente sobrevivente ao massacre: Nestor Martinego.




Na cidade todos lutaram, e em todos os campos: elevando fortificações, atirando com armas de fogo ou outras improvisadas, cavando trincheiras.







Famagusta: igreja profanada e transformada em mesquita




O bispo de Demissa ajudava na luta, empunhando sua cruz, e as senhoras usavam pedras e água fervendo.




Conseguiram elas comprimir pólvora em saquinhos, atirando-os contra o inimigo: era infalível uma pequena explosão e um turco queimado.




Bragadino recusava constantemente qualquer acordo com o infiel.




Entretanto, a 14 de agosto de 1571 Famagusta reduzira-se à penúria total:





"Tudo faltava na cidade, exceto a esperança, o moral dos capitães e o ardor dos soldados".




Já se haviam comido todos os asnos, gatos e cavalos. Só havia favas e águas misturadas com vinagre. Dos soldados, só restavam 800 italianos extenuados; os gregos todos haviam morrido.




Nessa circunstância, o capitão fez um acordo honroso com Mustafá, seu contendor.




Exigiu a cidade salva, assim como as armas, as insígnias e passagem segura até Candia, acompanhado de galeras; que os civis gregos fossem respeitados em suas vidas e bens, e que vivessem como católicos. Em troca, Famagusta seria entregue.




O turco cedeu, mas traiu sua palavra, massacrando todos os oficiais cristãos. Bragadino foi supliciado a 17 de setembro de 1571. Cortaram-lhe o nariz e o arrastaram por toda a cidade, carregando dois grandes pesos.







Famagusta: imagem decapitada por bala.




Obrigavam-no a beijar a terra cada vez que passava por Mustafá.




Depois, levaram-no ao porto e o içaram num mastro de navio, para ser visto por todos os escravos cristãos.




Novamente foi conduzido à cidade, despido e esfolado vivo.




A morte desse homem foi extraordinária. Não fraquejou uma só vez.




Sua fé deu-lhe coragem invulgar. Em meio ao suplício, não cessou de se recomendar a Deus e de reprovar aos turcos o não cumprimento da palavra.




Quando expirou, sua pele foi empalhada e presa ao mastro de uma galeota, e sua cabeça foi fixada num pau.




Entretanto, um mês depois de sua morte, por 3 noites consecutivas, uma luz extraordinária saiu dessa cabeça.




O capitão turco de Famagusta, aterrorizado, tirou-a do pau.




Todos os cristãos escravizados foram testemunhas de que, além da luz, dela saía um agradável perfume, que embalsamou toda a cidade.




Foi ela então enviada a Constantinopla, para o grande sultão.








(Fonte: Léon Garnier, "Lepanto")










G

[hagiografia] 27 de Maio - Santo Agostinho de Cantuária, Bispo e Confessor (+ 604)



27 de Maio

Santo Agostinho de Cantuária, Bispo e Confessor

(+ 604)


Monge beneditino em Roma, enviado pelo Papa São Gregório Magno à Inglaterra, onde converteu o rei Etelberto de Kent e evangelizou a população da ilha. Foi o primeiro arcebispo de Cantuária.

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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ciência confirma a Igreja Arca de Noé podia levar dezenas de milhares de animais






Ciência confirma a Igreja




Arca de Noé podia levar dezenas de milhares de animais


Posted: 26 May 2014 01:30 AM PDT





A Arca de Noé é prefigura da Igreja Católica, Arca da Salvação.

Vitral da igreja de Saint' Étienne du Mont, Paris







Um recente filme que manipula o episódio bíblico da Arca de Noé e do Dilúvio num sentido ambientalista e sensacionalista, veio colateralmente levantar problemas relativos a esse acontecimento magno da História da Salvação.




Não nos deteremos nas fantasias do filme, mas procuraremos aproveitar algumas matérias recentemente publicadas sobre a odisséia de Noé.




Noé e sua Arca de que nos fala o Génesis, ainda continuam uma fonte de enigmas, não para a Fé, mas para a ciência.




De fato, até o presente não foi possível encontrar nada de positivo a respeito do local onde poderiam estar os restos da célebre Arca. Fala-se com certo fundamento que estaria no Monte Ararat, montanha sagrada da Armênia, hoje em território turco.




Expedição alguma reconhecida pela comunidade científica chegou a fazer descobertas relevantes. As teorias e suposições baseadas nestes ou aqueles fundamentos até agora não foram confirmadas por descobertas ou outros fatores.




Mas isso não quer dizer que algum dia virão a sê-lo. Aguardemos.




Entrementes, os Livros Sagrados fornecem informações interessantes sobre a Arca de Noé que alguns cientistas procuraram analisar à luz da ciência.




Uma das perguntas às quais tentam responder é: podia a Arca descrita no Gênesis levar dentro o mundo de animais que diz ter levado?







Noé recolhe os animais na Arca. Catedral de Ely, Inglaterra







As dimensões da Arca definidas por Deus estão no Gênesis 6:15, porém em "côvados": 300 de cumprimento, 50 de largura e 30 de altura.





11. A terra corrompia-se diante de Deus e enchia-se de violência.




12. Deus olhou para a terra e viu que ela estava corrompida: toda a criatura seguia na terra o caminho da corrupção.




13. Então Deus disse a Noé: "Eis chegado o fim de toda a criatura diante de mim, pois eles encheram a terra de violência. Vou exterminá-los juntamente com a terra.




14. Faze para ti uma arca de madeira resinosa: dividi-la-ás em compartimentos e a untarás de betume por dentro e por fora.




15. E eis como a farás: seu comprimento será de trezentos côvados, sua largura de cinqüenta côvados, e sua altura de trinta.







Arca de Noé, Edward Hicks (1780 – 1849).

Philadelphia Museum of Art




16. Farás no cimo da arca uma abertura com a dimensão dum côvado. Porás a porta da arca a um lado, e construirás três andares de compartimentos.




17. Eis que vou fazer cair o dilúvio sobre a terra, uma inundação que exterminará todo ser que tenha sopro de vida debaixo do céu. Tudo que está sobre a terra morrerá.




18. Mas farei aliança contigo: entrarás na arca com teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos.




19. De tudo o que vive, de cada espécie de animais, farás entrar na arca dois, macho e fêmea, para que vivam contigo.




20. De cada espécie de aves, e de cada espécie de quadrúpedes, e de cada espécie de animais que se arrastam sobre a terra, entrará um casal contigo, para que lhes possas conservar a vida.




21. Tomarás também contigo de todas as coisas para comer, e armazená-las-ás para que te sirvam de alimento, a ti e aos animais." (Gênesis, cap 6, 11ss)







Arca de Noé, afresco na igreja de San Maurizio, Milão




E também:





1. O Senhor disse a Noé: "Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque te reconheci justo diante dos meus olhos, entre os de tua geração.




2. De todos os animais puros tomarás sete casais, machos e fêmeas, e de todos animais impuros tomarás um casal, macho e fêmea;




3. das aves do céu igualmente sete casais, machos e fêmeas, para que se conserve viva a raça sobre a face de toda a terra.




4. dentro de sete dias farei chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da superfície da terra todos os seres que eu fiz." (Gênesis, cap 7, 1ss)




Há pequenas divergências sobre o valor do "côvado" – pois, de fato, houve mais de um tipo de "côvado".







Réplica moderna da Arca de Noé feita ha Holanda permite apreciar as dimensões




Transpostas as medidas bíblicas a unidades de medida modernas, nós teríamos um navio sem mastros de 137-144 metros de cumprimento, 26 metros de largura e 16 metros de altura divididos em três andares, com uma capacidade de carga de perto de 57.000 metros cúbicos.




Isto é o equivalente a um navio porta contêineres capaz de levar perto de 1.500 unidades.




Deus dispôs que entrassem na Arca um casal, macho e fêmea, de cada espécie animal – com exceção dos animais "puros", quer dizer, os usados nos sacrifícios religiosos, e das aves, dos quais recolheu sete casais.




Quantos animais deveriam então entrar na Arca para que coubessem todas as espécies? O número exato ainda é objeto de disputa. No reputado livro O dilúvio do Gênesis ('The Genesis Flood'), Henry Madison Morris, fundador da Creation Research Society e do Institute for Creation Research e seu colega John Clement Whitcomb sugerem que aproximadamente 35.000 animais subiram na Arca.




Porém, recentemente, uma equipe de pesquisadores do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, concluiu que a Arca tinha capacidade para carregar 70.000 animais sem afundar. Portanto, ainda sobrava espaço.







Interior da réplica da Arca de Noé, em Amsterdam




Thomas Morris, um dos autores desse trabalho, declarou ao jornal "The Telegraph":





"Você não está obrigado a achar que a Bíblia seja necessariamente uma fonte acurada de informação, mas eu confesso que nós ficamos muitos surpresos quando descobrimos que a Arca funcionaria".




Importa não só o número, mas o volume dos animais. Matthew J. Slick calculou que a Arca podia levar 7.400 mamíferos (obviamente maiores), 120.400 pássaros, 12.600 répteis e 5.000 anfíbios (esses ocupando bem menos espaço). Este cômputo eleva o número dos animais a 145.400, porém faz os descontos dos animais menores.




Deve-se destacar que o cálculo de Slick também inclui espaço para levar alimento para os animais e área para os insetos...!















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[catolicos_respondem] O ESPÍRITO SANTO E O OFERECIMENTO AO PAI Som !





















  • O ESPIRITO SANTO E O OFERECIMENTO AO PAI





Convém que Eu vá; porque se Eu não for, o Consolador não virá a vós





O segredo da vinda do Consolador, está num total auto-oferecimento ao Pai, sem tirar nada.

Jesus foi uma total oblação na Cruz.

Não houve uma única célula do seu Corpo ou sentimento do seu coração que não fosse oferecido ao Pai e foi isso que nos deixou na Eucaristia.

Nada do que nós guardamos só para nós se perde, porque nós só possuimos o que damos.

S. Francisco de Assis que, por causa do seu elevado fervor da sua devoção à Eucaristia, pode ser considerado um guia especial, ao mais alto nível, termina o seu maravilhoso discurso sobre a Eucaristia com esta exortação:

- "Olhai para a humildade de Deus, meus irmãos, e derramai o vosso coração perante ele. Humilhai-vos para que possais ser exaltados por ele. Não guardeis nada para vós próprios, porque só aquele que se deu inteiramente a si mesmo, poderá receber inteiramente".

Segundo o autor da Imitação de Cristo, Jesus diz :

-"Olhai, Eu ofereci-me inteiramente ao Pai por vós; Eu dei também todo o meu Corpo e todo o meu sangue como alimento, porque Eu devo ser inteiramente vosso e vós deveis permanecer inteiramente meus. Mas se vós permanecerdes inteiramente vossos, e não vos ofereceis livremente à minha vontade, o vosso oferecimento não é completo, nem a vossa união é completa".

O que nós reservamos só para nós, à margem da liberdade de Deus, afecta todo o resto.

É como o ínfimo fio de seda de S. João da Cruz que impede a ave de voar.

Portanto, adoptando os sentimentos do autor da Imitação de Cristo, devemos responder com ele ao oferecimento de Cristo, com um total oferecimento, dizendo :

- "Senhor, todas as coisas são vossas no céu e na terra. Eu desejo ardentemente oferecer-me inteiramente a Vós, como oferecimento livre, para permanecer inteiramente vosso para sempre. Senhor, na sinceridade do meu coração, eu ofereço-me a Vós hoje e para sempre, em obediência e sacrifício numa oração sem fim. Recebei-me com o santo oferecimento do Vosso corpo, que eu hoje vos ofereço, na presença dos Anjos que vos rodeiam invisivelmente, e que sirva para minha salvação e de todo o mundo".(IV,8).

E onde é que nós podemos encontrar a força para fazer este total oferecimento de nós próprios, para elevar as nossas mãos, como fez Jesus ao Pai ?

A resposta é, "no Espírito Santo – o Consolador !"

Disse S. Paulo aos Hebreus :

- "...quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito Santo Se ofereceu a Si mesmo sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para servir o Deus vivo.(He.9,14).

O Espírito Santo é a fonte de todo o auto-oferecimento; Ele é o "dom", ou melhor, o princípio de todo o auto-oferecimento : na Trindade, o auto-oferecimento do Pai ao Filho e do Filho ao Pai; na história, o auto-oferecimento de Deus a nós e do nosso auto-oferecimento a Deus..

Foi o Espírito Santo que estimulou no coração do Verbo, o impulso de se oferecer a si mesmo ao Pai por nós; e é dele que a Liturgia da Missa se faz eco para dizer :

- "O mesmo Espírito Santo faça de nós uma oferenda permanente, a fim de alcançarmos a herança eterna".(3ª Oração Eucarística).

Há uma voz divina do Espírito de Jesus que, voltando para o Pai, pode agora dizer aos seus discípulos :

- "Vinde, oferecei-vos comigo ao Pai.".

Na Adoração do SS. Sacramento, solenemente Exposto, devemos ter bem presente que a Eucaristia é um oferecimento ao Pai ?



John


Nascimento


















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Enviado por: "John A. Nascimento" <nascimentoja@Shaw.ca>



ORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAIS A Adoração das Quarenta Horas






ORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAIS





A Adoração das Quarenta Horas


Posted: 25 May 2014 01:30 AM PDT





No século XIII nasceu um Movimento Eucarístico

que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento




Rei e Senhor do Universo, merece Jesus Cristo Nosso Senhor, real e verdadeiramente presente na Sagrada Eucaristia, que se Lhe prestem honras públicas, devidas a seus direitos sobre toda a criação.




Entre elas, a piedade católica, sancionada posteriormente por decretos pontifícios, excogitou a Adoração das 40 Horas, em que durante três dias o Santíssimo Sacramento é solenemente exposto, noite e dia, à pública adoração. Neste período, nenhum leigo deve entrar a rezar no presbitério.




Os Romanos Pontífices concederam inúmeras indulgências aos que publicamente façam atos de veneração ao divino Juiz e Rei Soberano, entre elas a de poder ganhar, em cada um dos três dias, uma indulgência plenária, fazendo uma visita a Sua Divina Majestade, tendo-se confessado e comungado, rezando diante do Santíssimo cinco Pater, Ave e Gloria, acrescentando mais um pelas intenções do Romano Pontífice. Outrossim, tantas vezes quantas se faça tal visita, podem-se ganhar quinze anos de indulgência.




A seguir, um resumo da história desta devoção, das principais normas litúrgicas e de algumas normas práticas, adequadas às dificuldades das capelas pequenas, nas quais um só sacerdote estará presente.




História




Na Idade Média (pelo menos desde o século X), difundiu-se em muitos lugares a devoção ao Santo Sepulcro do Salvador. Mantinha-se este erigido desde a Adoração da Cruz, na Sexta-Feira Santa, até a Missa de Ressurreição do Domingo de Páscoa.







O Concílio de Trento reforçou a devoção eucarística ao Corpo de Cristo, Corpus Christi




Durante este tempo (cerca de 40 horas) os fiéis oravam diante dele, recitando ou cantando salmos e outras preces, em memória e reconhecimento da morte e sepultura do Senhor, que também esteve no Sepulcro cerca de 40 horas, segundo fundada opinião,




Ao princípio, punha-se no sepulcro o símbolo de Jesus Cristo: a Cruz. No século XII, depositava-se nele o Crucifixo ou a imagem de Cristo.




Mais tarde, no século XIV, colocou-se em relicário, incrustado no flanco desta imagem, o mesmo Corpo sacramentado de Jesus (com o qual a função adquiria um caráter de viva realidade, que excitava extraordinariamente a devoção dos fiéis).




Por último, colocou-se no Sepulcro — digamos Tabernáculo — unicamente Jesus Sacramentado.




Entretanto, esta devoção não seguiu em todas as partes o mesmo processo.





Já no século X o santo Bispo Ulrico, de Augsburgo, depositava no Sepulcro somente o Santíssimo Sacramento.




E no século XII os habitantes de Zara, metrópole da Dalmácia, também velavam Jesus Sacramentado, encerrado no Sepulcro, desde o entardecer de Quinta-Feira Santa até o meio-dia do Sábado Santo, por antecipar-se para este dia a Missa de Ressurreição, como se faz hoje.




Bastava que esta função — chamada já no século XIII Oratio XL Horarum in Passione Domini — se transferisse para outros dias do ano, para que dela resultasse a atual função das 40 Horas. O traslado fez-se no século XVI.




Em 1527, Antonio Belloto fundou na Igreja do Santo Sepulcro de Milão uma confraria, cujo objetivo precípuo era orar durante quarenta horas diante do Santíssimo posto no sepulcro, nas quatro principais festividades do ano, em memória da morte e sepultura de Jesus, com o fim de impetrar remédio para as grandes calamidades que então afligiam a Cristandade.




 

Dois anos mais tarde, o Pe. Tomás Nietto, OP, começou a propagar em todas as igrejas paroquiais de Milão essa devoção, divulgada em seguida por Santo Antonio Maria Zaccaria, com fruto ainda mais abundante, tanto em Milão como em Vicenza, pelos anos 1530 a 1534; com a particularidade de que este principiou a celebrar as 40 Horas com o Santíssimo Sacramento visivelmente exposto, como se fazia desde o século XIV em muitos lugares, em outras funções de Exposição.




Vale esclarecer que, quando foi introduzida a procissão de Corpus Christi, na segunda metade do século XIII, o Santíssimo era levado num vaso ou cálice cerrado e coberto por um véu.




As custódias ou monstratoria, que através de um cristal deixavam ver o Santíssimo Sacramento, parece que começaram a ser usadas no século XIV, e somente em alguns lugares.




Nos tempos de São Carlos Borromeo (1538-1584), observava-se em Milão um vestígio dessa disciplina antiga, pois, se bem que exposto o Santíssimo dentro de um vaso cilíndrico de cristal rematado em pirâmide, através do qual se podia ver a Sagrada Hóstia, tal vaso se cobria com um largo véu, por reverência à Sua Divina Majestade.




A Exposição do Santíssimo — visível ou velado no cálice — para sua adoração pelos fiéis é uma das principais manifestações do desenvolvimento do culto direto a Jesus na Sagrada Eucaristia, que teve lugar sobretudo a partir do século XIII, influindo não pouco sobre essa iniciativa o combate às heresias contra a presença real de Jesus Cristo no Sacramento, que apareceram a partir do século XI até o século XVI.




Tais heresias, avivando a crença do povo cristão na divina Eucaristia, fizeram sentir a necessidade de render a Nosso Senhor a homenagem que reclamam Sua divindade e Sua bondade no Santíssimo Sacramento.




Claro que contribuíram para estender mais e mais as Exposições, públicas ou privadas, a Festa de Corpus Christi e o exercício das 40 Horas.





Estas manifestações foram o termo feliz da evolução da devoção ao Santo Sepulcro de Nosso Senhor Jesus Cristo. Deus reservava aos tempos modernos esse foco de piedade da Exposição da Sagrada Eucaristia, que sua Providência nos depara com a habitual suavidade de seus traços divinos.




Por fim, o famoso pregador Pe. José de Fermo promoveu, nos anos 1537 e 1538, a instituição da Adoração Perpétua nas igrejas de Milão, pela qual nestas se sucedia, sem interrupção, a celebração das 40 Horas.




Santo Inácio de Loyola, com os seus, levou esta devoção a Roma. Foram também os jesuítas que a introduziram na Alemanha.




Paulo V a aprovou por primeira vez em 1539, e Clemente XI ordenou definitivamente seu rito, estabelecendo-a em Roma, em turno de Adoração Perpétua, mediante a famosa Instrução Clementina, publicada em 1705.




Da capital do orbe católico, estenderam-se as 40 Horas por todo o mundo.








(Fonte: Pe. José Vendrell, Pe. Antonino Tenas, Pe. Pedro Farnés, Pe. Joaquín Solans, "Manual Litúrgico" - Subirana, Barcelona, 1955, 2º vol., pp. 351-352, 189-390)











[hagiografia] 26 de Maio - São Felipe Néri, Confessor (+ Roma, 1595)



26 de Maio

São Felipe Néri, Confessor

(+ Roma, 1595)


Nascido em Florença, foi o Apóstolo de Roma, ali tendo fundado a Congregação dos Padres do Oratório, com o objetivo de fazer apostolado entre os católicos leigos da Cidade Eterna. Era conhecido pelo bom humor e pela forma original e vivaz, muito adequada ao público italiano, com que pregava e ensinava. Amigo de vários Papas, nunca quis aceitar a dignidade cardinalícia.

domingo, 25 de maio de 2014

[Novo post] Foto da semana (Visita do Papa á Terra Santa)




Thais publicou: "Jerusalém, domingo, 25 de maio de 2014 – Basílica do Santo Sepulcro: Papa Francisco e o Patriarca cismático Bartolomeu beijam a "Pedra da Unção", onde repousou o Santo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antes, ambos participaram de uma celebração ecumêni"





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Foto da semana (Visita do Papa á Terra Santa)


by Thais



 

Jerusalém, domingo, 25 de maio de 2014 – Basílica do Santo Sepulcro: Papa Francisco e o Patriarca cismático Bartolomeu beijam a "Pedra da Unção", onde repousou o Santo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antes, ambos participaram de uma celebração ecumênica juntamente com os Ordinários Católicos da Terra Santa, os Arcebispos copta, siríaco, etiópico e os Bispos anglicano e luterano.

Afirmou o Papa que as divergências não devem nos assustar e paralisar o nosso caminho. Devemos acreditar que, como a pedra do sepulcro foi removida, assim também poderão ser removidos os obstáculos que ainda impedem a nossa plena Comunhão. Esta será uma graça de ressurreição, que, desde já, podemos experimentar. Todas as vezes que temos a coragem de dar e receber o perdão, uns aos outros, fazemos experiência da ressurreição! Todas as vezes que superamos os antigos preconceitos e promovemos novas relações fraternas, recordou o Bispo de Roma, confessamos que Cristo ressuscitou verdadeiramente! Todas as vezes que desejamos a unidade da Igreja, brilha a luz da manhã da Páscoa! E o Papa exortou:

"Desejo renovar o desejo, expresso pelos meus Predecessores, de manter diálogo com todos os irmãos em Cristo, para encontrar uma forma de exercer o ministério próprio do Bispo de Roma, que, em conformidade com a sua missão, possa se abrir a uma nova situação e ser, no contexto atual, um serviço de amor e de comunhão reconhecido por todos".

O Papa Francisco concluiu seu pronunciamento admoestando a colocar de lado as hesitações que herdamos do passado e abrir o nosso coração à ação do Espírito Santo, Espírito de Amor e de Verdade, para juntos caminhar rumo ao dia abençoado da tão desejada plena Comunhão.

Informações: News.va



Thais | 25/05/2014 às 10:40 pm | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/p3yA87-1cB




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[catolicos_respondem] JESUS ENTREGOU O SEU ESPÍRITO - S0m !





















  • JESUS ENTREGOU O SEU ESPÍRITO







Mas quando vier o Consolador, que vos hei-de enviar da parte do Pai, o Espírito de Verdade, que procede do Pai, Ele testificará por Mim" .




" Nas Tuas mãos entrego o Meu Espírito".





Se nos preguntarmos a nós mesmos porque é que o acontecimento da Cruz não acabou e se não concluiu por si mesmo, tal como acontece com qualquer outro acontecimento da História, mas se torna relevante em cada dia, a resposta final é o Espírito Santo.

Na sua encíclica sobre o Espírito Santo, o Papa Leão XIII escreveu :

- "Cristo completou todo o Seu trabalho, especialmente o Seu sacrifício, através da intervenção do Espírito Santo(præsente Spiritu)".

Durante a Missa, exactamente antes da Comunhão, o celebrante diz :

- "Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, que, por vontade do Pai, cooperando o Espírito Santo, destes vida ao mundo pela Vossa morte..."

Tudo isto é baseado nas palavras da Escritura que dizem :

- "...Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito Santo ofereceu a Si mesmo sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para servir a Deus vivo".(He.9,14).

Estas palavras dão uma nova luz ao acontecimento da Cruz ; tornam "espiritual" um acontecimento, como trabalho do Espírito Santo.

Foi o Espírito Santo, que é amor, que movimentou as profundidades do coração humano de Cristo a oferecer-Se a Si mesmo ao Pai por nós e o levou a abraçar a Cruz.

Ao Espírito Santo chama-se Espírito "eterno", para significar que não tem fim, como tinham os sacrifícios do Antigo Testamento, mas que será "para sempre".

Graças ao Espírito "eterno", Jesus garantiu-nos uma Redenção "eterna" :

- "Entrou uma só vez no Santo dos Santos...com o Seu próprio sangue, tendo obtido uma redenção eterna".(He,9,12).

O Sacrifício da Cruz terminou precisamente quando Jesus, inclinando a Sua cabeça dsse :

- "Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito".(Lc.23,46).

Foi como uma luz nova que se acendeu para não mais se apagar.

Jesus de Nazaré não ficou mais connosco, porque voltou para o Pai : mas em seu lugar, o Seu Espírito permanece connosco "para sempre".

- "Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para estar convosco para sempre".(Jo.14,16).

Os Sacramentos da Igreja, especialmente a Eucaristia, tornaram-se possíveis pelo Espírito de Jesus que vive na Igreja.

Se nós celebrarmos a nossa Missa, como Jesus fez na Cruz "em comunhão com o Espírito Santo" Ele dará uma nova luz à nossa celebração, a qual se tornará um "sacrifício vivo agradável a Deus".

E é assim, e só assim, que a Eucaristia é para nós meio de santifcação, e nós damos a nossa resposta à Presença Real.

E depois disto, estava prestes o Mistério da Ascensão, que ninguém sabia como iria acontecer, embora Jesus tivesse dito muitas vezes que iria para o Pai, de modo que não podiam fazer uma preparação e uma despedida emocionante ao ver Jesus subir e desaparecer nos Céus.

Mas nós, presentemente, estamos mais informados pelos Evangelhos e podemos viver este acontecimento com um verdadeiro espírito de despedida, na certeza de que connosco ficará o Advioado, o Consolador, para estar para sempre connosco..



John


Nascimento















__._,_.___



Enviado por: "John A. Nascimento" <nascimentoja@Shaw.ca>



[Novo post] A Nova Missa e a Fé Católica




Thais publicou: " A Igreja de Cristo foi instituída para uma dupla missão: uma missão de fé e uma missão de evangelização dos homens redimidos pelo sangue do Salvador. A Igreja deve entregar aos homens a fé e a graça: a fé através de seu ensinamento, a graça através do"





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A Nova Missa e a Fé Católica


by Thais



 

A Igreja de Cristo foi instituída para uma dupla missão: uma missão de fé e uma missão de evangelização dos homens redimidos pelo sangue do Salvador. A Igreja deve entregar aos homens a fé e a graça: a fé através de seu ensinamento, a graça através dos sacramentos que lhe confiou Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sua missão de fé consiste em transmitir aos homens a Revelação, feita ao mundo por Deus, das realidades espirituais e sobrenaturais, assim como sua conservação, através do tempo e dos séculos, sem alterações. A Igreja Católica é, antes de tudo, a fé que não muda; é como - disse São Paulo - "A coluna de verdade", a qual é sempre fiel a si mesma e inflexível testemunha de Deus - atravessa o tempo dentro de um mundo em perpétuas mudanças e contradições.
Através dos séculos, a Igreja Católica ensina e defende sua fé em nome de um só critério: "O que sempre acreditou e ensinou". Todas as heresias, contra as quais a Igreja constantemente enfrentou, foram sempre julgadas e reprovadas em nome da não conformidade com este princípio. O primeiro princípio reflexo da hierarquia na Igreja, e especialmente da romana, foi manter sem mudanças a verdade recebida dos Apóstolos e do Senhor. A doutrina do Santo Sacrifício da Missa pertence a este tesouro de verdade da Igreja. E, se hoje em dia, nesta matéria em particular, aparece uma espécie de ruptura com o passado da Igreja, tal novidade deveria alertar qualquer consciência católica, como nos tempos de grandes heresias nos séculos passados, e provocar universalmente uma confrontação com a fé da Igreja que não muda.

O que é a Missa?

Desde logo, bem sabemos que a Missa antiga não nos foi dada toda pronta. Ela conservou o essencial das celebrações feitas pelos Apóstolos por ordem de Cristo; e se foram aderindo novas orações, louvores e precisões, para explicar melhor o mistério eucarístico e preservá-lo das negações heréticas.
Assim, a Missa foi elaborada progressivamente, em torno a um núcleo primitivo que nos legaram os Apóstolos, testemunhas da instituição de Cristo. Como uma moldura que sustenta uma pedra preciosa ou o tesouro confiado à Igreja, a santa Missa foi pensada, ajustada, ornada como uma música. O melhor foi escolhido, como na construção de uma catedral. Explicitou com arte o que tinha de implícito em seu mistério. Podemos dizer que, como a semente de mostarda, lançou ramos, porém já estava tudo contido na semente.
Esta progressiva elaboração ou explicação foi concluída, quanto ao essencial, na época do Papa São Gregório, no século VI. Só se acrescentou posteriormente alguns complementos secundários. Este trabalho dos primeiros séculos do cristianismo realizou assim uma obra de fé para pôr ao alcance da inteligência humana, a instituição de Cristo, na sua verdade reconhecida.
A Missa é, portanto, a explicitação do mistério eucarístico e sua celebração.

A doutrina católica definida

Diante das negações de Lutero, o Concílio de Trento reafirmou a doutrina intangível da Igreja Católica e a definiu, quanto ao Santo Sacrifício da missa, essencialmente nos três pontos de doutrina seguintes:
1. A presença de Cristo é real na Eucaristia;
2. A Missa é um verdadeiro sacrifício, é substancialmente o sacrifício da cruz, renovado, verdadeiro sacrifício propiciatório ou expiatório em remissão dos pecados, e não unicamente sacrifício de louvor ou de ação de graças;
3. O papel do sacerdote, no oferecimento do Santo Sacrifício da Missa, é essencial e exclusivo: o sacerdote, e só ele, recebeu, por meio do sacramento da Ordem, o poder de consagrar o Corpo e o Sangue de Cristo.
A Missa tradicional milenar, latina e romana, expressa com suma claridade toda a densidade desta doutrina, sem suprimir nada do mistério.

O que ocorre com a Missa nova?

Sabemos que a nova Missa foi imposta ao mundo católico por necessidades ecumênicas porque era o maior obstáculo à unidade com os reformados do século XVI. Em efeito, a Santa Missa tradicional afirma com precisão, sem evasivas, a fé católica que negam os protestantes, nos três pontos essenciais da doutrina da Missa, que são:
- A realidade da presença real;
- A realidade do sacrifício;
- A realidade do poder sacerdotal.
A nova Missa vai simplesmente abafar esta fé católica. Assim, o novo rito introduzido, que se tornou indiferente ao dogma, poderá acomodar-se com uma fé puramente protestante, ou inclusive servir de ponto de encontro ao mundo da unidade ecumênica para uma celebração única, na qual os dogmas discutidos foram velados com prudência, e só foram conservados os gestos, as expressões e as atitudes que podem ser interpretadas segundo a fé de cada um. Pode-se negar a evidência dos fatos? As mudanças trazidas pela Missa nova correspondem precisamente aos pontos de doutrina contestados por Lutero.

A Missa nova e a Presença real

Na Missa nova, a presença real não tem mais o papel central que a antiga liturgia eucarística evidenciava.
Foi eliminada qualquer referência, até mesma indireta, à presença real.
Damo-nos conta com assombro que os gestos e sinais com os quais se expressava de maneira espontânea a fé na presença real foram abolidos ou gravemente alterados.
Mesmo as genuflexões - gestos expressivos da fé católica - foram suprimidas como tais. Apesar de que, por exceção, foi conservada a genuflexão depois da elevação. Por desgraça, devemos observar que se perdeu o seu significado exato de adoração à presença real.



Na Missa tradicional, depois das palavras da consagração, o sacerdote faz imediatamente uma primeira genuflexão, que significa - sem equívoco possível - que Cristo se acha no altar, realmente presente, e isso é a causa das próprias palavras da consagração pronunciadas pelo sacerdote. Após a elevação, o sacerdote faz uma segunda genuflexão: tem o mesmo sentido que a primeira e justapõe uma inexistência. Na Missa nova se suprimiu a primeira genuflexão. Mas, no entanto, se conservou a segunda. Essa é a armadilha para gente mal informada das astúcias do modernismo: com efeito, esta segunda genuflexão, isolada da primeira, pode agora receber uma interpretação protestante. Apesar de que a fé protestante não se acomoda com a presença real física de Cristo na Eucaristia, reconhece, porém, certa presença espiritual do Senhor devida à fé dos crentes. Daí, pois, na nova Missa, o celebrante não adora em seguida a Hóstia que acaba de consagrar, mas em primeiro lugar eleva-a e a apresenta à assembléia dos fiéis, a qual engaja sua fé em Cristo, e esta fé o faz presente de maneira espiritual. Logo, se ajoelha e se adora, o que pode ser feito num sentido inteiramente protestante de uma presença exclusivamente espiritual.

O rito exterior pode assim acomodar-se com uma fé exclusivamente subjetiva, e inclusive com a negação do dogma da Presença real. A genuflexão mantida depois da elevação da Hóstia e do cálice pode agora ser interpretada do modo protestante. Tem agora uma significação que pode adaptar-se à fé de cada um e, por isso, é equívoca. Tal rito não segue sendo a expressão clara da fé católica.



Outras alterações do rito tradicional – mesmo quando são menos graves que as que tocam o coração da Missa - levam todas, porém, a uma diminuição do respeito devido à Sagrada Presença. Nesta ordem, devem ser mencionadas as seguintes supressões, que, isoladas, poderiam parecer menores, contudo, consideradas no seu conjunto, indicam-nos o espírito que prevaleceu nas reformas. Suprimiram-se:
- A purificação dos dedos do sacerdote sobre o cálice e no cálice;
- A obrigação para o sacerdote de manter juntos os dedos que tocaram a hóstia depois da Consagração, para evitar qualquer contato profano;
- A pália que protege o cálice;
- O dourado obrigatório do interior dos vasos sagrados;
- A consagração do altar, se for fixo;
- A pedra sagrada e as relíquias postas no altar, se for móvel;
- As toalhas para o altar, cuja quantidade foi reduzida de três para uma;
- As prescrições para o caso de uma Hóstia consagrada cair no solo.

A estas supressões, que representam uma diminuição do respeito que se deve à presença real, é importante acrescentar as atitudes que se inclinam no mesmo sentido e que foram quase impostas aos fieis:

- A comunhão de pé e quase sempre na mão;

- A ação de graças que - muito curta – se convida a fazer sentado;

- A posição de pé depois da consagração.

Todas essas alterações, agravadas pelo afastamento do sacrário, muitas vezes relegado para um canto do presbitério, convergem na mesma orientação que consiste em manter em silêncio o dogma da presença real. Estas observações se aplicam ao novo Ordo Missae, seja qual for o cânon que se escolha, inclusive se a nova Missa se disser com o 'cânon romano'.

A Missa nova e o Sacrifício Eucarístico

Além do dogma da presença real, o Concílio de Trento definiu a realidade do sacrifício da Missa, que é a renovação do sacrifício do calvário e que nos aplica os seus frutos de salvação para a remissão dos pecados e nossa reconciliação com Deus. Assim, a Missa é um sacrifício. Também é uma comunhão, porém uma comunhão ao sacrifício previamente celebrado: um convite, no qual se come a vítima imolada do sacrifício. Então, a Missa é, em primeiro lugar, um sacrifício e, em segundo lugar, uma comunhão ou comida.
Pois bem, toda a estrutura da nova Missa acentua o aspecto da celebração como comida, em prejuízo do aspecto sacrifical. Isso vai, portanto, mais gravemente no sentido da heresia protestante.


A substituição do altar do sacrifício pela mesa voltada para os fiéis testemunha, por si só, toda uma nova orientação. Pois, se a Missa é uma simples comida, é conforme os costumes reunir-se ao redor de uma mesa, e não interessa para nada um altar erigido frente à cruz do Calvário.
Assim também, a "Liturgia



da Palavra" (que nos convidam também a chamar de "mesa da palavra") foi desenvolvida a ponto de ocupar a maior parte do espaço-tempo da nova celebração e diminui, portanto, na mesma proporção, a atenção devida ao mistério eucarístico e ao seu sacrifício. Essencialmente, cabe destacar a supressão do Ofertório da vítima do sacrifício e sua substituição pela oferenda dos dons. Esta substituição torna-se propriamente grotesca e até parece caricatura, pois significa a oferenda de um pouco de pão e de algumas gotas de vinho, fruto da terra e do trabalho dos homens, que nos atrevemos a apresentar a Deus soberano. Até mesmo os pagãos faziam muito melhor, já que não ofereciam para a divindade migalhas de pão, senão algo mais substancial: um touro ou outro animal, cuja imolação era para eles um verdadeiro sacrifício. Lutero se sublevou de modo patente contra a presença do Ofertório no sacrifício na Missa católica. Não tinha se equivocado em sua perspectiva negadora: só a presença da oferenda da vítima já é a incontestável afirmação de que se trata realmente de um sacrifício, e de um sacrifício expiatório para a remissão dos pecados. O Ofertório da Missa católica era, então, um obstáculo para o ecumenismo. Não duvidaram em caricaturá-lo e aí também agir violentamente contra a fé católica. O antigo Ofertório precisava a oblação do próprio sacrifício de Cristo: "Recebei, Pai santo... esta hóstia imaculada"... (hanc immaculátam hóstiam) "Nós Vos oferecemos, Senhor, o cálice da salvação"... (cálicem salutáris).
Não era nem o pão nem o vinho que se oferecia a Deus, mas já a hóstia imaculada, o cálice da salvação, na perspectiva da consagração que se fará a seguir. Alguns liturgistas, preocupados demais com a letra do rito, pretendiam que se tratasse de uma antecipação. Estavam muito enganados. A intenção da Igreja, expressa através do sacerdote, é efetivamente a de oferecer a própria vítima do sacrifício (e de forma alguma o pão e o vinho). No sacrifício da missa, tudo se realiza no momento exato da consagração, quando o sacerdote atua "in persona Christi" e quando o pão e o vinho são transubstanciados no corpo e no sangue de Cristo. Mas, posto que todas as riquezas espirituais do mistério eucarístico não se podem expressar ao mesmo tempo, a liturgia da Missa as expõe a partir do Ofertório. Logo, não se trata de antecipação, mas de perspectiva.
Na nova Missa, suprimiu-se então o Ofertório da vítima do sacrifício, mas suprimiram-se igualmente os sinais da cruz sobre as oblatas, os quais eram uma constante referência à cruz do Calvário.


Assim, de maneira convergente, a primeira realidade da Missa, a renovação do sacrifício do Calvário, está diminuída nas suas expressões concretas. E isso está inclusive no centro da celebração. Com efeito, as palavras da Consagração no rito inovador são pronunciadas pelo sacerdote em um tom narrativo, como se fosse o relato de um acontecimento passado, e não mais em tom intimativo, como uma consagração feita no momento presente e proferida em nome da pessoa em cujo nome o sacerdote atua. E isso é muito grave. (Nota: Nosso Senhor Jesus Cristo confere ao sacerdote o poder de consagrar "na Pessoa de Cristo". O sacerdote atua in persona Christi, o sacerdote consagra na Pessoa de Cristo).

Qual poderá ser, dentro desta nova perspectiva, a intenção do celebrante? Intenção que, como recorda o Concílio de Trento, é uma das condições para a validez da celebração. Essa intenção já não é mais significada no cerimonial do rito. O sacerdote que celebra pode, sem dúvida alguma, supri-la por sua própria vontade e a Missa poderá ser válida. Porém, o que acontecerá com os sacerdotes inovadores, preocupados antes de tudo pela ruptura com a antiga Tradição? Neste caso a dúvida se torna legítima. E já em nada se poderá distinguir, segundo as aparências e na sua estrutura geral, a nova Missa da ceia protestante.
Dizem-nos que se conservou o Cânon romano. Nas primeiras prescrições do novo rito se lê a possibilidade que se dá ao celebrante de escolher este Cânon ao lado de três outras Orações eucarísticas.

O que significa essa escolha?

O Cânon romano que se conserva já não é o antigo cânon. De fato, foi mutilado de várias maneiras: foi mutilado no próprio ato da consagração, como acabamos de ver; foi mutilado pela supressão dos sinais de cruz repetidos; foi mutilado ao suprimir as genuflexões, expressão da fé na Presença real; e já não está mais pré-significado pelo Ofertório do sacrifício.
Nas versões oficiais em língua vernácula, que são praticamente as únicas usadas em geral, o Cânon foi traduzido de maneira tendenciosa, fazendo desaparecer ainda mais o rigor da expressão da fé católica.
Ademais, perdeu seu caráter próprio de "Cânon", quer dizer, de oração fixa, imutável, como a rocha mesma da fé. Agora é inter-mutável: pode ser substituído, segundo a preocupação ou crença de cada um, por outra oração eucarística. Essa é, manifestamente, a suprema astúcia do ecumenismo inovador.


Oficialmente, o celebrante pode escolher entre três novas "Orações" ("Preces") de substituição. Mas, de fato, fica aberta a porta para qualquer inovação e hoje se tornou impossível fazer a recensão de todas as orações eucarísticas introduzidas e praticadas nas diversas dioceses.

Não nos ocuparemos aqui dessas liturgias "selvagens", não oficiais, mas, contudo, originadas no mesmo vento das reformas ou da revolução em todas as direções. Agora, apenas apresentaremos uma breve análise das três novas Orações eucarísticas, introduzidas com a nova missa.

A 2ª Oração eucarística, apresentada como sendo o "Cânon de São Hipólito", mais antiga que o cânon romano, é na realidade o cânon do anti-Papa Hipólito, composto no momento da sua rebeldia, e antes de morrer mártir, martírio que lhe valeu regressar à unidade da Igreja. Este cânon provavelmente jamais se usou na Igreja pontifical de Roma e só nos chegou através de algumas reminiscências verbais reportadas pela recensão de Hipólito. De nenhuma forma foi mantido pela Tradição da Igreja. Neste cânon, extremamente breve, que contém - além do relato da Santa Ceia - unicamente algumas orações de santificação das oferendas, de ação de graças e de salvação eterna, não se faz nenhuma menção do sacrifício. Na 3ª Oração eucarística, se menciona o sacrifício, porém só no sentido explícito de sacrifício de ação de graças e de louvor. Não se menciona em nada o sacrifício expiatório renovado na realidade presente sacramental, que obtém para nós a remissão dos pecados.

A 4ª Oração eucarística narra os benefícios da redenção operada por Cristo. Mas aqui, de novo, o sacrifício propiciatório – atualmente renovado – não é mais explicitado.
Portanto, nos três novos textos propostos, a doutrina católica do santo sacrifício da Missa, doutrina definida no Concílio de Trento, foi de fato deixada na sombra, e, ao não ser afirmada no ato da celebração da Missa, encontra-se de fato abandonada e acaba sendo negada por preterição ou omissão.

A nova Missa e o papel do sacerdote

A função exclusiva do sacerdote como instrumento de Cristo na oferta do sacrifício é um terceiro ponto de doutrina católica
definida pelo Concílio de Trento. Uma vez alterada a realidade do sacrifício, também a identidade de quem oferece esse sacrifício sofrerá as consequências dessa alteração. E assim, logicamente, esse papel do sacerdote na oferenda do sacrifício desaparece nas novas celebrações. O sacerdote aparece como o presidente da assembleia. Os leigos invadem o santuário e se atribuem as funções clericais, as leituras, a distribuição da comunhão e, às vezes, a pregação. Não nos deixemos surpreender se ainda foram mantidas certas denominações antigas; agora estão facilmente abertas a outro significado. Como já temos observado, manteve-se a palavra "Ofertório", porém não tem mais o sentido de oblação da vítima do sacrifício. Do mesmo modo, a palavra "sacrifício" está ocasionalmente conservada, mas não é mais necessariamente no sentido do sacrifício re-atualizado do Salvador. Pode significar unicamente a ação de graças ou o louvor, segundo a fé do crente.

Conclusão

Na conclusão desta breve análise dos novos ritos só podemos constatar, à luz dos fatos, que a nova Missa foi em sua totalidade concebida e elaborada no sentido ecumênico, que pode adaptar-se às diferentes crenças das diversas igrejas.
É o que os protestantes de Taizé reconheceram de imediato, declarando teologicamente possível que as comunidades protestantes possam agora celebrar a Santa Ceia com as mesmas orações que as da Igreja Católica. Na igreja protestante da Alsácia (região da França vizinha à Alemanha), pronunciaram-se com a mesma opinião: "Agora não há nada na Missa renovada que possa realmente incomodar o cristão evangélico". E em uma famosa revista protestante, podia-se ler: "Nas novas orações eucarísticas católicas foi abandonada a falsa perspectiva de um sacrifício oferecido a Deus".



Já a presença de seis teólogos protestantes, bem habilitados para participar da elaboração dos novos textos, foi uma presença significativa.
Então, esta missa ecumênica já não é mais a expressão da fé católica. Na sua súplica ao Papa Paulo VI, os cardeais Ottaviani e Bacci não temeram fazer a seguinte observação, da qual ninguém, até a data de hoje, pôde contestar o rigor: "O novo rito da Missa representa, seja no seu todo como nos seus detalhes, um impressionante afastamento da teologia Católica da Santa Missa, tal qual essa foi formulada na sessão XXII do Concílio Tridentino".

Max Thurian (da Comunidade de Taizé, um dos seis pastores que participaram na redação do novo rito): "Um dos frutos do Novus Ordo será que talvez as comunidades não Católicas poderão celebrar a santa ceia com as mesmas orações da Igreja Católica. Teologicamente é possível". La Croix, 30/05/1969.

Siegevalt (professor na Faculdade protestante de Strasburgo): "Agora, na missa renovada, não há nada que possa perturbar o cristão evangélico". Le Monde, 22/11/1969.

Jean Guitton (amigo de Paulo VI): "A intenção de Paulo VI era reformar a liturgia católica de forma que se aproximasse o máximo da liturgia protestante, à ceia do Senhor dos protestantes. Fez todo o possível para distanciar a Missa católica do Concílio de Trento". Entrevista radiofônica ao programa "Icilumière 101" de 13/12/1993.

Cônego René Marie Berthod




Thais | 25/05/2014 às 8:28 pm | Tags: Abusos, Abusos Liturgicos, liturgia | Categorias: Uncategorized | URL: http://wp.me/p3yA87-1cy




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