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terça-feira, 1 de abril de 2014

AS CRUZADAS Al-Jihad Sulami conclama uma contracruzada à 1ª Cruzada vitoriosa




AS CRUZADAS





Al-Jihad Sulami conclama uma contracruzada à 1ª Cruzada vitoriosa


Posted: 31 Mar 2014 01:30 AM PDT





Sitio de Jerusalém, Français 770, fol 349 (1187). BnF





A vitória da 1ª Cruzada representou um abalo moral formidável para o mundo muçulmano.




Os maometanos da seita seljúcida até então invencíveis haviam sido derrotados pelos cristãos.




O autor islâmico que ficou para a História como Al Jihad Sulami, presumivelmente de Damasco, compôs um Tratado por volta de 1105, visando inflamar o zelo dos príncipes e emires do mundo islâmico para uma contracruzada contra os católicos que já dominavam Terra Santa.




O Tratado nos revela o ponto de vista, bastante imaginoso, islâmico sobre as origens da I Cruzada.




Contudo, nos apresenta de modo muito claro o estado de desmoralização das cortes maometanas, já submersas na luxúria e pusilanimidade, diante das sucessivas derrotas sofridas pelas mãos dos cavaleiros da Cruz.




O Tratado também deita uma luz esclarecedora sobre o espírito militar agressivo dos mais genuínos representantes do Islã da época. 




O apelo de Al-Jihad Sulami afasta definitivamente a ideia de uma religião muçulmana pacífica padecendo a agressividade "colonialista" dos francos.




Os argumentos de natureza econômica são afastados. O Corão e a religião de Maomé ordenam a guerra. As ideias de coexistência pacífica, diálogo ou ecumenismo simplesmente não existem e não podem existir na alma do bom muçulmano.




Mas, sim a guerra por Alá para extinguir os cristãos, então vitoriosos. 




Diz Al-Jihad Sulami :





"...Parte dos infiéis atacou de surpresa a ilha da Sicília, aproveitando as disputas e rivalidades que aí reinavam da mesma maneira que os infiéis também capturaram em Espanha uma cidade após a outra. 




"Quando ficou confirmada a situação conturbada da Síria [refere-se à Terra Santa] onde os soberanos se detestavam e se combatiam, eles resolveram invadi-la.




"E Jerusalém era o verdadeiro objetivo de seus desejos. 




"Examinando os países da Síria, os francos constataram que os Estados estavam em lutas uns contra outros, que seus pontos de vista divergiam e que suas relações repousavam em desejos latentes de vingança.




"Sua cupidez ficou então reforçada e os animou a se engajar no ataque. De fato, eles conduzem com zelo a guerra santa contra os muçulmanos, mas estes, em revanche, dão provas de uma falta de energia e de união na guerra onde cada qual tenta passar suas obrigações aos outros.




"Desta maneira, os Francos chegaram a conquistar territórios ainda maiores dos que eles tinham em vista, exterminando e avassalando seus habitantes.




"Até o momento presente, eles prosseguem seu esforço para aumentar sua conquista. 







Sitio de Jerusalém, Français 10, fol 412v, BnF


"Sua cupidez cresce sem cessar na medida em que eles constatam a covardia de seus inimigos que se contentam vivendo guarnecidos contra o perigo.




"Eles anelam e têm certeza de se tornarem mestres de todo o país e em fazer prisioneiros todos os seus habitantes. 




"Queira Alá, na sua bondade, frustrar suas esperanças restabelecendo a unidade na comunidade. Ele está próximo de ouvir nossas preces. (...) 




"Temos assim dissipado vossas dúvidas, e vós deveis agora ter certeza de vossa obrigação em fazer a guerra pela fé.




"Esta tarefa incumbe mais especialmente aos soberanos, porque Alá lhes confiou o destino de seus súditos, e lhes prescreve cuidar de seus interesses e defender o território muçulmano.




"É preciso absolutamente que o soberano se engaje todos os anos para atacar os territórios dos infiéis para expulsá-los de lá, do modo que é obrigatório a todos os chefes muçulmanos, para exaltar doravante a palavra da fé e humilhar a fé desses incrédulos, dissuadir os inimigos da religião de Alá de qualquer desejo em empreender novamente uma expedição semelhante.




"Ficamos tomados por uma surpresa profunda ao ver esses soberanos que continuam levando uma vida fácil e tranquila quando se aproxima uma catástrofe semelhante, como a conquista do país pelos infiéis, a expatriação de uns e a vida de humilhação de outros, sob o jugo dos infiéis e com tudo o que isso representa: morticínios, cativeiros e suplícios que perduram dia e noite". 





(Fonte: Tratado composto por volta de 1105 por Al-Jihad Sulami Damasco, ed. jornal Sivan asiáticos, 1966, apud Internet Medieval Sourcebook)





















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segunda-feira, 31 de março de 2014

ORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAIS Milagres de São Domingos com o terço




ORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAIS





Milagres de São Domingos com o terço


Posted: 30 Mar 2014 07:45 PM PDT





São Domingos de Gusmão recebe o rosário de Nossa Senhor. DuquesneUniversity, EUA.


Milagres obtidos por meio do Santíssimo Rosário, transcritos por São Luís Maria Grignion de Montfort.




Certa vez, São Domingos pregava a devoção do Rosário em Carcassone. Um herege zombava do Rosário e dos milagres, o que impedia a conversão dos hereges. Deus permitiu, para castigá-lo, que 15.000 demônios se apossassem dele. Seus parentes o levaram a São Domingos, para livrá-lo dos demônios.




O Santo insistiu para que todos rezassem o Rosário em voz alta. A cada Ave Maria a Santíssima Virgem fazia sair 100 demônios do corpo desse herege, em forma de carvões acesos.




Depois que foi curado, abjurou todos os seus erros e converteu-se, juntamente com outros amigos seus, tocados com a força do Rosário.




A recompensa para aqueles que por seu exemplo atraem outros a esta devoção é enorme. O Rei Afonso, de Leão e Galícia, desejando que todos os criados louvassem a Ssma. Virgem Maria com esta devoção, usava ostensivamente o Rosário, porém ele mesmo não rezava. No entanto, todos os súditos rezavam.




Caindo em grave enfermidade, e quando todos o acreditavam morto, foi transportado em espírito ao terrível tribunal de Cristo. Viu ali todos os demônios, que o acusavam de seus crimes e pecados.







Nossa Senhora do Rosário, Andaluzia, Espanha


Quando já pensava estar condenado, apareceu a Ssma. Virgem Maria em seu favor. Trouxeram então uma balança, onde de um lado foi colocado todo o peso de seus pecados.




No entanto Nossa Senhora colocou no outro lado o enorme rosário que ele carregava na cintura, e este pesava bem mais do que os pecados.




Nossa Senhora disse-lhe então: "Obtive isto de meu bom Filho. Como recompensa pelo pequeno serviço que fizeste, carregando na cintura o Rosário, a tua vida será por alguns anos prolongada. Emprega-os bem e faze penitências".




O rei, voltando a si, disse: "Oh! Bendito o Rosário, que me livrou das penas eternas". Passou o resto da vida com grande devoção ao Rosário, rezando-o todos os dias.




D. Pero, primo de São Domingos, levava uma vida muito devassa. Sabendo que muitos ouviam os sermões de seu santo primo, resolveu ouvi-lo também. Ao vê-lo, durante o sermão, S. Domingos empenhou-se para fazer ver ao primo o estado lamentável em que este se encontrava. Empedernido no pecado, não se converteu.







São Domingos de Gusmão. FraAngelico, convento de São Marco


No dia seguinte, São Domingos vendo-o entrar novamente, para tocar seu coração endurecido resolveu fazer algo de extraordinário. E gritou em alta voz: "Senhor Jesus, fazei ver a todos desta igreja o estado em que se encontra este homem que acaba de entrar".




Os fiéis, voltando-se para D. Pero, viram-no rodeado de uma multidão de demônios em formas de animais horríveis, que o prendiam a correntes de ferro. Horrorizados, tentaram fugir, mas, impedidos por S. Domingos, permaneceram na igreja.




Ele então prosseguiu: "Conhece, desgraçado, o deplorável estado em que te encontras. Ajoelha-te aos pés da Ssma. Virgem, toma este Rosário e reza-o com arrependimento e devoção, e muda a tua vida".




Ele se pôs de joelhos, rezou o Rosário e sentiu o desejo de confessar-se. O Santo o atendeu em confissão e instou-o a rezar o Rosário todos os dias. Na saída, da cara assustadora com que antes entrara, nem resquícios havia. Pelo contrário, brilhava como a de um anjo. E assim morreu.




Em Roma havia uma fervorosa senhora cuja piedade edificava até os mais austeros monges. Certa vez foi confessar-se com São Domingos, que lhe impôs como penitência rezar um Rosário, e depois aconselhou-a rezá-lo todos os dias de sua vida. Ela resmungou que rezava muitas outras orações, que não gostava do Rosário, e que já fazia muitas penitências.







Nossa Senhora do Rosário, México


São Domingos insistiu até que, irritada, ela saiu do confessionário. Um dia, estando em oração, ela foi arrebatada em êxtase, e sua alma foi obrigada a comparecer diante do supremo Juiz.




São Miguel apresentou uma balança, onde de um lado colocou todas as suas penitências e outras orações, e de outro lado seus pecados e imperfeições.




O prato das boas obras não conseguiu contrabalançar o outro. Alarmada, recorreu a Nossa Senhora, pedindo misericórdia. A Ssma. Virgem colocou sobre a balança das boas obras um único Rosário, que ela havia rezado por penitência.




Foi tão grande o peso, que venceu o dos pecados. Foi repreendida pela Ssma. Virgem, por não haver seguido o conselho do seu servidor Domingos, de rezar o Santo Rosário todos os dias.




Quando voltou a si, foi ajoelhar-se diante de S. Domingos, contou o ocorrido, pediu-lhe perdão pela sua incredulidade e prometeu rezar o Rosário todos os dias. Chegou por este meio à perfeição cristã, à glória eterna.




São Domingos, ao visitar Santa Branca de Castela, Rainha de França casada havia doze anos, mas ainda sem filhos, aconselhou-a a rezar o Rosário.




Ela assim o fez, e nasceu Felipe, seu primogênito, que cedo morreu. Além de redobrar as orações, ela distribuiu rosários por todo o Reino. Deus a cumulou de graças, e no ano de 1215 veio ao mundo São Luís, glória da Cristandade e modelo dos reis católicos.


















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domingo, 30 de março de 2014

(102) Santuário de Fátima

(102) Santuário de Fátima


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quinta-feira, 27 de março de 2014

AS CRUZADAS A "Canção de Rolando", resumo das virtudes de um cruzado




AS CRUZADAS





A "Canção de Rolando", resumo das virtudes de um cruzado


Posted: 21 Apr 2013 05:00 AM PDT





Batalha de Roncesvales. Vitral da Catedral de Chartres.







No ano de 778, Carlos Magno fez uma incursão em terras da Espanha então invadidas pelos muçulmanos.




Entrementes, os saxões que ainda estavam em vias de se converter ao cristianismo, invadiram o outro lado do reino dos Francos, i. é pelo Reno.




Carlos Magno teve que voltar às pressas para defender a fronteira oriental da Cristandade.




Foi nessa ocasião que a retaguarda do seu exército sofreu uma emboscada e foi massacrada em Roncesvalles (Pirineus).




Na batalha pereceram Roland e os Doze Pares de França.




A épica tragédia e os heróicos lances de armas atribuídos aos Doze Pares chefiados por Roland e Olivier, empolgaram o ânimo dos medievais.




A batalha com suas façanhas era cantada nas praças por bardos.




Supõe-se que um monge anônimo de Cluny deu forma acabada a essas versões. Nasceu então a "Canção de Rolando", ou "Canção de Roldão".




Esta é vista pelos especialistas como uma espécie de manual das qualidades e das virtudes que um cavaleiro cristão devia pôr em prática.




No poema épico, a única referência de autoria fala de um certo "Turoldus" de quem nada se sabe.













Batalha de Roncesvales. Grandes Crônicas da França.


Os cavaleiros católicos por vezes, como na batalha de Hastings, entravam em combate cantando-a. Nela encontramos rasgos essenciais do espírito dos cruzados.




A versão escrita mais antiga da Chanson de Roland foi encontrada em Oxford, Inglaterra. Está transcrita em dialeto normando e data do século XI.




Como soaria essa canção em lábios medievais? Difícil dizé-lo. Mas, eis uma interpretação que nos dá margem para refletir.




O texto arcaico está adaptado ao francês hodierno e é acompanhado de uma tradução necessariamente livre.







Excerto nº1 : Roland cavalga pelo campo de batalha




Clique para ouvir : 





Roland chevauche par le champ de bataille,

Roland cavalga pelo campo de batalha,




Il tient Durendal qui bien tranche et bien taille,

Levando Durendal, que bem corta e bem talha,




Des Sarraisins, il fait moult grand dommage,

Nos sarracenos, ele faz um grande estrago,




Vous l'auriez vu jeter mort l'un sur l'altre,

Se vós tivésseis visto, lancar morto um sobre o outro,




Leur sang tout clair glisser sur cette place,

Seu sangue jorrar abertamente neste lugar,




Couvert de sang le haubert et ses membres,

Com o elmo e seus membros cobertos de sangue,




Et du cheval, col et les épales,

E no cavalo, do pescoço aos ombros,




Et Olivier de férir ne retarde,

E Olivier não tarda para ferir,




Les douze pairs non doivent avoir blâme,

Os doze pares não merecem repreensão,




Et les Français se lancent et se frappent,

E os franceses lançam-se e se chocam,




Meurent païens ! Et bien d'autres se pâment.

Morrem os pagãos ! E muitos desfalecem !

























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Blood Mney

Emocionante! Deus é perfeito!




Quis homo bonae voluntatis donut authenticum non ab homine, sed ab eo qui misericors. Cessationem omnium pax includit accipiat vester pugnat contra Diabolum crebri sociis gloriosa, idest mundi et carnis.
Mariae, Mediatricis omnium gratiarum adoratio Divini Infantis incumbentes nobis impetrent penetrationem omnia plena sunt.
Et dimisi explicabunt perspectivae, et psallam tibi caeli et universis animantibus quae Regina: Gloria in altissimis Deo, et in terra pax hominibus bonae voluntatis.

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Et signum magnum apparuit in cælo: Mulier amicta sole, et luna sub pedibus eius et in capite eius corona stellarum duodecim.


Et peperit filium masculum, qui recturus erat omnes gentes in virga ferrea. Filius eius ad Deum et ad thronum eius et raptus.

Augusto de Piabetá - Blog Católico